Introdução
A persuasão é provavelmente a habilidade mais importante para um profissional se destacar no meio social em que vive. Palavra pouco utilizada no dia a dia, e conceito raramente difundido na literatura, a persuasão tem um poder incalculável, e pode ser utilizada tanto para realizações nobres, como para enganar as pessoas. Profissionais como médicos, advogados, engenheiros, sacerdotes e políticos, entre outros, podem utilizá-la para influenciar positivamente seus pacientes, clientes e seguidores, assim como vigaristas, maus políticos e comerciantes inescrupulosos utilizam-na regularmente para ludibriar pessoas de boa fé.
A origem da palavra persuasão, vem do latim, “persuadere”, que significa aconselhar, ou numa tradução livre, “aconselhar alguém até que este concorde em fazer o que queremos”. Muitos confundem persuadir com convencer. São conceitos bem diferentes. Enquanto convencer é derivado da palavra “vencer”, e significa que o convencido foi, antes de tudo, “vencido” pela argumentação oposta, persuadir, ao contrário, significa aconselhar, levando uma pessoa a realizar alguma ação.
Uma pessoa pode estar convencida da importância de realizar alguma atividade, e, no entanto, não fazer nada a respeito. O médico pode convencer o paciente da necessidade de parar de fumar, de fazer exercícios regularmente ou de cumprir uma dieta para melhorar a sua saúde. Entretanto, de nada valerão todos os argumentos apresentados, a pessoa só realizará estas ações se for persuadida a fazê-lo.
Muitos pais passam anos e anos tentando, inutilmente, convencer seus filhos a estudarem, ou a cumprirem outras obrigações que são importantes para o futuro deles, utilizando o método do convencimento, quando poderiam obter melhores resultados utilizando as técnicas da persuasão.
Ao contrario do convencimento, da imposição pela autoridade ou pela força física, a persuasão lida com a vontade das pessoas. Ela se estabelece através da uma comunicação suave e elegante. A pessoa persuadida age de acordo com a vontade do persuasor, mesmo que seu intelecto não esteja convencido da verdade ou da importância do assunto. Por isto, a persuasão é uma arma tão poderosa e ao mesmo tempo perigosa. Quem não conhece inúmeros exemplos de políticos que, mesmo sendo reconhecidamente corruptos, ainda assim vencem eleições sobre candidatos íntegros e honestos?
A persuasão é uma técnica que pode ser aprendida através de treinamento, por qualquer pessoa e por profissionais das mais diversas áreas da atividade econômica. Assim, podemos afirmar que a persuasão é uma ciência, pois seus conceitos acompanham uma lógica, têm uma estrutura e, portanto, podem ser desenvolvida por qualquer pessoa. Na verdade praticamente todas as pessoas têm alguma capacidade de persuasão e a utilizam diariamente para tentar conseguir algo daqueles com quem convivem. Claro que alguns têm esta habilidade, de forma inata, muito mais desenvolvida que outros.
Podemos dizer que a persuasão tem também um lado artístico, pois quando aprendemos a utilizá-la de maneira natural, graciosa e inconsciente, sem mesmo pensarmos que estamos persuadindo alguém, ela se torna uma arte. Todos nós conhecemos inúmeros exemplos de comerciantes, vendedores, líderes religiosos, políticos e, porque não dizer, vigaristas, que tem uma “lábia”, muito eficaz. São pessoas que possuem uma comunicação poderosa que envolve os interlocutores com seus “conselhos”, e acabam conseguindo exatamente o que querem.
O velho golpe do “bilhete premiado”, que é aplicado por vigaristas há décadas, é um exemplo clássico do poder nefasto da persuasão. Mas também podemos lembrar de inúmeros casos de líderes que com seu carisma e poder de persuasão conseguem motivar as pessoas e fazem surgir uma grande energia humana para realizarem feitos e superar dificuldades em momentos difíceis.
Um médico ou psicólogo, por exemplo, pode utilizar o poder da persuasão para estimular um paciente a superar uma doença grave, como apoio ao tratamento de saúde. O diretor de uma empresa pode utilizar a persuasão junto aos funcionários para melhorar a produtividade de sua fabrica, mas em qualquer atividade humana, pode-se usar a persuasão de maneira útil e benéfica. Alguns profissionais como vendedores, apresentadores de televisão e políticos utilizam regularmente a persuasão como sua principal ferramenta de trabalho
Os maiores persuasores são, antes de tudo, grandes conhecedores da alma humana. São pessoas que conseguem fazer uma “leitura” do que se passa na imaginação daqueles a quem vão persuadir, e lhes mostram exatamente como conseguir realizar o seu desejo, fazendo o que o persuasor está pedindo. Getúlio Vargas, nosso inesquecível presidente, era um mestre na arte de persuadir. Existem varias histórias a respeito do ex-presidente, mostrando sua arte de influenciar as pessoas.
Getúlio conhecia profundamente a natureza humana. Ele sabia que era inútil criticar e contradizer os outros, portanto prestava bastante atenção às pessoas, interessava-se pelos seus problemas, procurava dar razão a todos e, no final, as pessoas faziam o que ele queria.
Encontramos varias historietas contadas no livro “Como Persuadir, Falando”, do advogado Modesto Marque Oliveira, (Edições de Ouro, 1979), sobre políticos, vendedores, camelôs e outros profissionais relatando o poder da persuasão. Este livro nos inspirou em vários conceitos abordados neste trabalho. Também buscamos muitas idéias no livro “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas” de Dale Carnegie (Companhia Editora Nacional, 1981), e na literatura sobre programação neurolingüistica (PNL), particularmente no livro “Sapos em Príncipes” de Richard Bandler e John Grinder (Editora Summus, 1982).
A persuasão é um conceito e uma forma específica de comunicação. Mas também pode ser entendida como uma ferramenta que nos possibilita realizar determinadas tarefas. Se pretendermos motivar pessoas a executar ações de bom grado e entusiasticamente, ela é a ferramenta mais eficaz, pois apenas convencer as pessoas da importância e da necessidade destas ações não é suficiente para estimulá-las. E preciso persuadi-las.
A pedido de inúmeros leitores, estamos iniciando uma serie de artigos sobre o tema persuasão.
O presente trabalho tem como objetivo suprir uma grande lacuna que existe na literatura e nos currículos escolares, e possibilitar a aprendizagem desta matéria tão imprescindível para a maioria das pessoas, tanto na sua vida pessoal quanto em suas atividades profissionais. Esperamos com isto contribuir para disseminar este tema tão fundamental.
Os principais tópicos que abordaremos serão o seguinte:
• Planejamento da persuasão
• Comunicação verbal e não verbal
• Empatia
• Principais tipos de ouvintes
• Como lidar com o lado racional, o aspecto emocional e a vontade do ser humano.
• Os principais motivos que levam as pessoas a agirem
• As regras de ouro das relações humanas: saber ouvir, elogiar, evitar critica e interessar-se pelo outro.
• A eloqüência
Portanto gostaríamos de convidá-los a mergulhar neste aprendizado como forma de melhorar a comunicação e o relacionamento interpessoal, bem como conseguir maior cooperação e motivação das pessoas no trabalho e na vida cotidiana.
Ari Lima
contato@arilima.com
http://ari-lima.blogspot.com
31 9918 1900
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
sábado, 8 de dezembro de 2007
Sete princípios competitivos para a advocacia
Novas oportunidades de negócios e estratégias de marketing
“A guerra está presente da concorrência empresarial: um conflito de atividades e interesses humanos”
Karl Von Clausewitz, General Prussiano
O setor jurídico vive um paradoxo em relação às possibilidades de realizar negócios. De um lado, existe um grande contingente de novos advogados chegando ao mercado embalados pela proliferação vertiginosa de faculdades de Direito. Além disto, milhares de pequenos escritórios de advocacia disputam oportunidades num mercado cada vez mais saturado. Por outro lado, os grandes escritórios vivem situação oposta, pois há anos atravessam um fase de crescimento e prosperidade.
Segundo estudos do Panorama Setorial da Gazeta Mercantil e OAB-SP, aproximadamente 97% dos escritórios de advocacia têm até 5 advogados. Outra informação interessante, publicada no anuário Análise Advocacia em setembro de 2006, mostra que cada um dos 100 maiores escritórios de advocacia no Brasil, faturam em média R$ 24 milhões de reais anuais. Isto sugere que estarmos diante de uma situação em que a maioria dos escritórios está disputando uma pequena fatia de mercado, enquanto que as grandes bancas absorvem as melhores oportunidades.
Existem três fatores que contribuem para que a situação no mercado jurídico se estabeleça desta forma, são eles:
• Gestão profissional - Os grandes escritórios são administrados de maneira profissional, utilizando modernos conceitos de gestão e marketing. A advocacia empresarial se profissionaliza com maior facilidade, pois absorvem a filosofia de excelência gerencial das grandes empresas, seus clientes.
O conceito de marketing jurídico, que recebe grande resistência por parte de muitos advogados dos pequenos escritórios, é amplamente utilizado pelas grandes bancas.
• Novas competências – Os advogados dos grandes escritórios são profissionais treinados não apenas no conhecimento jurídico, mas também em áreas como gestão de negócios, negociação empresarial e conhecimento de mercado.
Com esta formação, eles passam a compreender melhor o mundo corporativo, a ter uma visão global da sociedade possibilitando uma melhor interação com seus principais clientes, os empresários, executivos e empresas de destaque.
• Novas oportunidades - As grandes sociedades de advogados, ao contrário dos pequenos escritórios, estão aproveitando as oportunidades de negócios geradas pelas privatizações, globalização da economia e novas tendências de mercado.
Setores como: Telecomunicações, Energia, Petróleo, Gás, Mercado de Capitais, Fusões e Aquisições, Arbitragem, Fundos de Investimentos para aquisição de empresas, Meio ambiente, Agros-Negócios e Terceiro Setor, entre outros, são grandes oportunidades que estão abertas para serem exploradas pelo setor jurídico.
No entanto, para aproveitarem estas oportunidades de negócios, os pequenos escritórios, que representam a maioria das bancas existentes, precisam se adaptar à nova realidade.
Estratégias competitivas e o marketing de guerra no setor jurídico
Diante da situação apresentada e das possibilidades e oportunidades existentes no mercado, é necessário desenvolver estratégias de competição eficazes para a maioria dos pequenos e médios escritórios de advocacia.
Como defende os autores do famoso livro “Marketing de Guerra”, (Editora McGraw-Hill, 1986), Al Ries e Jack Trout, cujas idéias foram inspiradas no general prussiano Karl Von Clausewitz, que escreveu o tratado sobre a guerra “On War“ (1832), é preciso encarar a guerra de marketing da mesma forma que um exército deve se preparar para uma guerra de verdade.
É necessário elaborar um plano tático e estratégico, utilizando os princípios gerais da guerra convencional, adaptados ao mundo dos negócios, para poder conquistar uma fatia de mercado.
A regra geral é a seguinte: os grandes escritórios de advocacia devem atuar como os líderes de mercado na indústria, ou como os exércitos líderes no campo de batalha, assim como os profissionais independentes e pequenos escritórios devem comportar-se como guerrilheiros, para poderem sobreviver na selva da concorrência.
Observemos um precioso ensinamento de Mao Tzé-Tung citado no livro Marketing de Guerra: “O inimigo avança, retiramos. O inimigo acampa, provocamos. O inimigo cansa, atacamos. O inimigo recua, perseguimos”. Esta deve ser a tática adotada pelos pequenos frente à concorrência dos grandes.
Princípios gerais da guerra de marketing
A questão central que estamos tratando aqui é a seguinte: como será possível para um pequeno escritório, conquistar uma fatia de mercado pertencente a uma grande banca?
Para isto, vamos sugerir sete princípios básicos que poderão ajudá-los a alcançar êxito.
Principio Nº. 1 – Encontre um ponto fraco na força do líder e ataque este ponto.
Por exemplo, um dos fatores que tornam os escritórios líderes, é justamente o fato de ter um grande numero de clientes e contratos, o que faz com que sua estrutura seja maior, mais pesada, mais cara.
Neste ponto, um pequeno escritório com uma estrutura menor, terá uma vantagem competitiva em termos de custo, flexibilidade ou de outro aspecto que seja importante para o cliente.
Principio Nº. 2 – Lance um ataque sobre a frente mais estreita possível
Um pequeno escritório não pode querer competir com os grandes tentando atender clientes de diversos setores, ou oferecendo muitos serviços ao mesmo tempo. Esta postura enfraquece sua posição. Eles devem estreitar seu foco e atacar numa frente bastante limitada.
Principio Nº. 3 – Um bom movimento competitivo deve ser feito sempre em uma área ainda em competição
Como diz os autores do livro Marketing de Guerra, um exército não deve lançar seus pára-quedas sobre as posições das metralhadoras inimigas. Da mesma forma que no mundo empresarial é inútil uma empresa lançar um novo produto ou serviço para concorrer com o líder de mercado que tenha uma posição sólida na mente dos clientes.
Principio Nº. 4 – A surpresa tática deve ser um elemento importante no plano
Os movimentos competitivos inesperados são sempre mais eficazes. Quanto maior a surpresa, mais tempo levará os lideres de mercado para reagir e defender-se. Por isto, o movimento competitivo deve ser feito da maneira mais discreta possível, em um ataque silencioso e certeiro.
Principio Nº. 5 – Encontre um segmento de mercado suficientemente pequeno para ser defendido
Pequenas bancas precisam agir com inteligência, é necessário reduzir o campo de batalha para conseguir uma superioridade de forças. O objetivo deve ser: “tornar-se um peixe grande numa lagoa pequena”.
Principio Nº. 6 – independente de seu sucesso, o pequeno nunca deve atuar como o grande
A pequena banca deve resistir à tentação de atuar como os grandes escritórios, seja montando estruturas organizacionais “pesadas” ou, por exemplo, comprando carros importados caríssimos pra seus sócios.
Principio Nº. 7 – Esteja preparado para recuar no momento certo
Um conselho retirado dos manuais de Che Guevara: esteja preparado para cair fora, logo ao primeiro aviso. Uma companhia que foge vive novamente para combater outro dia.
Um pequeno escritório não deve hesitar em abandonar uma posição ou ação caso esta se revele inadequada ou não lucrativa, pois não tem recursos para gastar em uma causa perdida.
A batalha pelo mercado já começou
Os novos advogados e pequenos escritórios precisam tomar consciência desta competição empresarial e preparar-se adequadamente. Comece realizando um estudo sobre suas condições e recursos atuais, a posição que ocupa no mercado, e as principais competências que precisa desenvolver.
Em seguida estude a concorrência, e defina quais as táticas para conquistar mercado poderá utilizar, bem como que princípios competitivos melhor se aplicam a sua estratégia geral.
Feito isto, aliste-se nesta guerra de mercado para conquistar seu espaço, um posicionamento sólido e uma marca reconhecida.
Ari Lima
contato@arilima.com
www.marketing-juridico.blogspot.com
“A guerra está presente da concorrência empresarial: um conflito de atividades e interesses humanos”
Karl Von Clausewitz, General Prussiano
O setor jurídico vive um paradoxo em relação às possibilidades de realizar negócios. De um lado, existe um grande contingente de novos advogados chegando ao mercado embalados pela proliferação vertiginosa de faculdades de Direito. Além disto, milhares de pequenos escritórios de advocacia disputam oportunidades num mercado cada vez mais saturado. Por outro lado, os grandes escritórios vivem situação oposta, pois há anos atravessam um fase de crescimento e prosperidade.
Segundo estudos do Panorama Setorial da Gazeta Mercantil e OAB-SP, aproximadamente 97% dos escritórios de advocacia têm até 5 advogados. Outra informação interessante, publicada no anuário Análise Advocacia em setembro de 2006, mostra que cada um dos 100 maiores escritórios de advocacia no Brasil, faturam em média R$ 24 milhões de reais anuais. Isto sugere que estarmos diante de uma situação em que a maioria dos escritórios está disputando uma pequena fatia de mercado, enquanto que as grandes bancas absorvem as melhores oportunidades.
Existem três fatores que contribuem para que a situação no mercado jurídico se estabeleça desta forma, são eles:
• Gestão profissional - Os grandes escritórios são administrados de maneira profissional, utilizando modernos conceitos de gestão e marketing. A advocacia empresarial se profissionaliza com maior facilidade, pois absorvem a filosofia de excelência gerencial das grandes empresas, seus clientes.
O conceito de marketing jurídico, que recebe grande resistência por parte de muitos advogados dos pequenos escritórios, é amplamente utilizado pelas grandes bancas.
• Novas competências – Os advogados dos grandes escritórios são profissionais treinados não apenas no conhecimento jurídico, mas também em áreas como gestão de negócios, negociação empresarial e conhecimento de mercado.
Com esta formação, eles passam a compreender melhor o mundo corporativo, a ter uma visão global da sociedade possibilitando uma melhor interação com seus principais clientes, os empresários, executivos e empresas de destaque.
• Novas oportunidades - As grandes sociedades de advogados, ao contrário dos pequenos escritórios, estão aproveitando as oportunidades de negócios geradas pelas privatizações, globalização da economia e novas tendências de mercado.
Setores como: Telecomunicações, Energia, Petróleo, Gás, Mercado de Capitais, Fusões e Aquisições, Arbitragem, Fundos de Investimentos para aquisição de empresas, Meio ambiente, Agros-Negócios e Terceiro Setor, entre outros, são grandes oportunidades que estão abertas para serem exploradas pelo setor jurídico.
No entanto, para aproveitarem estas oportunidades de negócios, os pequenos escritórios, que representam a maioria das bancas existentes, precisam se adaptar à nova realidade.
Estratégias competitivas e o marketing de guerra no setor jurídico
Diante da situação apresentada e das possibilidades e oportunidades existentes no mercado, é necessário desenvolver estratégias de competição eficazes para a maioria dos pequenos e médios escritórios de advocacia.
Como defende os autores do famoso livro “Marketing de Guerra”, (Editora McGraw-Hill, 1986), Al Ries e Jack Trout, cujas idéias foram inspiradas no general prussiano Karl Von Clausewitz, que escreveu o tratado sobre a guerra “On War“ (1832), é preciso encarar a guerra de marketing da mesma forma que um exército deve se preparar para uma guerra de verdade.
É necessário elaborar um plano tático e estratégico, utilizando os princípios gerais da guerra convencional, adaptados ao mundo dos negócios, para poder conquistar uma fatia de mercado.
A regra geral é a seguinte: os grandes escritórios de advocacia devem atuar como os líderes de mercado na indústria, ou como os exércitos líderes no campo de batalha, assim como os profissionais independentes e pequenos escritórios devem comportar-se como guerrilheiros, para poderem sobreviver na selva da concorrência.
Observemos um precioso ensinamento de Mao Tzé-Tung citado no livro Marketing de Guerra: “O inimigo avança, retiramos. O inimigo acampa, provocamos. O inimigo cansa, atacamos. O inimigo recua, perseguimos”. Esta deve ser a tática adotada pelos pequenos frente à concorrência dos grandes.
Princípios gerais da guerra de marketing
A questão central que estamos tratando aqui é a seguinte: como será possível para um pequeno escritório, conquistar uma fatia de mercado pertencente a uma grande banca?
Para isto, vamos sugerir sete princípios básicos que poderão ajudá-los a alcançar êxito.
Principio Nº. 1 – Encontre um ponto fraco na força do líder e ataque este ponto.
Por exemplo, um dos fatores que tornam os escritórios líderes, é justamente o fato de ter um grande numero de clientes e contratos, o que faz com que sua estrutura seja maior, mais pesada, mais cara.
Neste ponto, um pequeno escritório com uma estrutura menor, terá uma vantagem competitiva em termos de custo, flexibilidade ou de outro aspecto que seja importante para o cliente.
Principio Nº. 2 – Lance um ataque sobre a frente mais estreita possível
Um pequeno escritório não pode querer competir com os grandes tentando atender clientes de diversos setores, ou oferecendo muitos serviços ao mesmo tempo. Esta postura enfraquece sua posição. Eles devem estreitar seu foco e atacar numa frente bastante limitada.
Principio Nº. 3 – Um bom movimento competitivo deve ser feito sempre em uma área ainda em competição
Como diz os autores do livro Marketing de Guerra, um exército não deve lançar seus pára-quedas sobre as posições das metralhadoras inimigas. Da mesma forma que no mundo empresarial é inútil uma empresa lançar um novo produto ou serviço para concorrer com o líder de mercado que tenha uma posição sólida na mente dos clientes.
Principio Nº. 4 – A surpresa tática deve ser um elemento importante no plano
Os movimentos competitivos inesperados são sempre mais eficazes. Quanto maior a surpresa, mais tempo levará os lideres de mercado para reagir e defender-se. Por isto, o movimento competitivo deve ser feito da maneira mais discreta possível, em um ataque silencioso e certeiro.
Principio Nº. 5 – Encontre um segmento de mercado suficientemente pequeno para ser defendido
Pequenas bancas precisam agir com inteligência, é necessário reduzir o campo de batalha para conseguir uma superioridade de forças. O objetivo deve ser: “tornar-se um peixe grande numa lagoa pequena”.
Principio Nº. 6 – independente de seu sucesso, o pequeno nunca deve atuar como o grande
A pequena banca deve resistir à tentação de atuar como os grandes escritórios, seja montando estruturas organizacionais “pesadas” ou, por exemplo, comprando carros importados caríssimos pra seus sócios.
Principio Nº. 7 – Esteja preparado para recuar no momento certo
Um conselho retirado dos manuais de Che Guevara: esteja preparado para cair fora, logo ao primeiro aviso. Uma companhia que foge vive novamente para combater outro dia.
Um pequeno escritório não deve hesitar em abandonar uma posição ou ação caso esta se revele inadequada ou não lucrativa, pois não tem recursos para gastar em uma causa perdida.
A batalha pelo mercado já começou
Os novos advogados e pequenos escritórios precisam tomar consciência desta competição empresarial e preparar-se adequadamente. Comece realizando um estudo sobre suas condições e recursos atuais, a posição que ocupa no mercado, e as principais competências que precisa desenvolver.
Em seguida estude a concorrência, e defina quais as táticas para conquistar mercado poderá utilizar, bem como que princípios competitivos melhor se aplicam a sua estratégia geral.
Feito isto, aliste-se nesta guerra de mercado para conquistar seu espaço, um posicionamento sólido e uma marca reconhecida.
Ari Lima
contato@arilima.com
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terça-feira, 13 de novembro de 2007
Como Realizar Mudanças Pessoais
Como Realizar Mudanças Pessoais
O processo de mudança pessoal é provavelmente uma das tarefas mais difíceis de realizar pelo ser humano. Em geral as pessoas não estão totalmente satisfeitas com seus comportamentos, seja pessoal ou profissional, e encontram grandes dificuldades em realizar as mudanças necessárias. Há casos de condutas que gostaríamos de abandonar, mas continuamos a repeti-los compulsivamente, ou às vezes tentamos ser diferentes do que somos e ter comportamentos que não conseguimos. Em todas estas situações falta-nos uma estratégia para realizar as mudanças que precisamos.
Alguns exemplos de comportamentos que em geral as pessoas gostariam de modificar são: vicio de fumar, alcoolismo, comer em excesso, hábitos alimentares, medo de falar em público, atividade física, programa de estudo, mudança profissional, relacionamentos afetivos, relacionamentos profissionais, atitudes inadequadas, cuidados pessoais, organização e tantos outros hábitos que desejariam que fossem diferentes, mas que não conseguem modifica-los.
Seja no contexto pessoal ou profissional, este é um grande dilema que vive o ser humano. O fumante, por exemplo, frequentemente promete a si mesmo, abandonar o vício, o obeso deseja controlar sua alimentação e o sedentário aspira iniciar um programa de atividades físicas. O profissional incompetente promete iniciar um programa de estudo e desenvolvimento profissional, e o viciado em trabalho promete mudar seu estilo de vida e se dedicar mais ao lazer e à família. Em geral estes compromissos ficam apenas no plano das intenções enquanto o tempo passa e nada acontece.
Mas é possível desenvolver uma estratégia para realizar mudanças pessoais e profissionais de maneira sistemática. Vamos apresentar as bases de um modelo, que possibilitará ás pessoas aprenderem a realizar as mudanças que precisam para suas vidas, mas que não conseguem pelos caminhos tradicionais.
Existe uma técnica de mudanças pessoais, chamada “remodelagem”, que foi desenvolvida e apresentada pelos especialistas em programação neurolingüistica, Richard Bandler e John Grinder, em seu livro “Sapos em Príncipes”, (Editora Summus, 1979). Nós inspiramos neste modelo, mas o ampliamos e adaptamos de forma a possibilitar que qualquer pessoa possa aprender a operar mudanças pessoais em si mesmo, independente de qualquer acompanhamento terapêutico.
Existem alguns pressupostos básicos que necessitam ser compreendidos inicialmente para possibilitar a realização destas mudanças.
• Pressuposto um – é sempre melhor ter varias escolhas para um determinado comportamento do que não ter escolhas, ou seja, é fundamental ter diversas maneira de atingir certos resultados almejados. Em lugar de uma pessoa se limitar, evitando simplesmente ter um determinado comportamento através de uma mudança radical, o ideal é que esta pessoa possa acrescentar mais opções de comportamentos para satisfazer as mesmas necessidades.
Um exemplo é o caso do indivíduo que acredita que a bebida alcoólica esta lhe prejudicando. Em vez de tentar simplesmente parar de beber e sofrer uma espécie de síndrome da abstinência, o ideal é que ele possa encontrar outros hábitos que lhe tragam tanta satisfação quanto à bebida e que sejam aceitáveis em sua vida. Assim, terá mais alternativas pessoais, e estará livre para beber de forma moderada, se e quando desejar, sem permitir que esta conduta possa prejudicar sua saúde e suas relações sociais e familiares.
Não ter alternativas é uma forma de limitar a pessoa. É como o jogador que tem apenas uma opção de jogo; depois de certo tempo sua jogada perde a eficácia, ao contrário daquele jogador que têm várias alternativas e está sempre surpreendendo o adversário.
• Pressuposto dois – em geral os indivíduos já têm os recursos pessoais necessários à realização das mudanças desejadas apesar de nem sempre poderem contar com estes recursos nos contextos apropriados. Por exemplo, algumas pessoas têm medo de falar em público, no entanto conseguem ser bons comunicadores em outras áreas de suas vidas. Os recursos de comunicação já estão lá no seu comportamento, no entanto elas não conseguem acessá-los no contexto de falar em público.
Nossa história de vida nos permite adquirir várias experiências pessoais, que são recursos valiosos e podem ser utilizados em outras situações parecidas. O que precisamos é aprender a acessar estas experiências e saber usá-las em outros contextos.
• Pressuposto três – cada comportamento de qualquer ser humano tem alguma função positiva em determinado contexto. Ou seja, existe algum ganho em certas áreas de nossa vida ao realizarmos determinados comportamentos, mesmo que estes em si não sejam apropriados em outras áreas. Por exemplo, ser uma pessoa fria e insensível é considerado um defeito nas relações sociais do dia a dia, no entanto em situações de grande tensão, perigo ou stress, este comportamento pode ser útil e até salvar a vida desta pessoa.
Em geral as pessoas não têm consciência desta relação entre comportamentos, recursos pessoais, propósitos e contextos. Elas ficam lutando consigo mesmo para superar um determinado comportamento inadequado, sem levar em conta que este tem algum propósito, ou seja, uma função em outra área da vida daquela pessoa. Enquanto a pessoa não elaborar uma estratégia para gerar novos comportamentos que possam substituir a função do antigo comportamento nas áreas em que eles estão sendo úteis, dificilmente conseguirá fazer mudanças definitivas.
Vamos mencionar um exemplo. Digamos que uma pessoa é fumante e que deseja ardentemente superar este vício. No entanto, por mais que tente, não conseguem, pois o hábito e o desejo de fumar são maiores do que sua vontade de parar. O que provavelmente esta ocorrendo é que este habito tornou-se um mecanismo para satisfazer outra área do desejo e das necessidades daquele indivíduo. Enquanto esta pessoa não conseguir criar alternativas de comportamento que satisfaçam às mesmas necessidades, inconscientemente ele continuará gerando forte desejo de fumar.
O mesmo raciocínio vale para outras áreas de nossa vida. Às vezes temos determinados comportamentos que conscientemente acreditamos ser inadequados ou prejudiciais em nossa vida pessoa e profissional, no entanto pode existir alguma outra área em que esta conduta inadequada, esteja trazendo alguma vantagem, um ganho secundário, e que não percebemos. Enquanto não satisfizermos estes ganhos secundários por outros meios, dificilmente conseguiremos realizar um processo de mudanças.
Algumas pessoas podem ficar doentes a partir de um desejo inconscientes de chamar atenção, outras fumam ou bebem por falta de companheirismo, camaradagem, ou alguma outra necessidade que não percebem conscientemente. Na verdade todos os nossos comportamentos têm algum propósito que nos impele a fazê-lo, apesar de nem sempre ter um significado racional.
Para realizar um processo de mudanças pessoal é preciso entender este mecanismo e criar uma estratégia para substituição do comportamento inadequado por outros hábitos que sejam válidos para a pessoa como um todo, e que satisfaçam às necessidades inconscientes que possam existir.
Nossa estratégia de mudanças pode ser utilizada por qualquer pessoa para providenciar modificações de comportamentos em si próprias, ou ajudar outras pessoas a fazê-lo. Chamamos de “Plano de mudanças pessoais.” Ele necessita que a pessoa realize um esforço de auto-conhecimento, análise e meditação. Através deste processo, que dividimos em sete etapas, o individuo poderá percorrer um caminho que o levará a operar as mudanças necessárias em sua vida.
Etapa Um – identificação do comportamento a ser modificado.
Nesta primeira fase, é preciso que a pessoa identifique o comportamento específico que deseja mudar, por exemplo, “parar de fumar”, de forma que possa controlar os resultados posteriormente em relação às mudanças. Para facilitar o processo, é necessário que reduza o problema ou comportamento ao menor grau possível e realize as mudanças de maneira específica para cada pequeno comportamento, em vez de tentar realizar uma grande mudança de uma única vez.
É muito comum às pessoas terem um grande problema e se sentirem impotentes para resolvê-lo. No entanto, se dividirem este problema em pequenas porções e forem resolvendo uma de cada vez dentro de suas possibilidades, em pouco tempo teriam o problema como um todo solucionado.
Da mesma forma, as mudanças devem ser realizadas da mais fácil para a mais difícil e em porções pequenas, para que, no prazo adequado, a mudança geral seja realizada. Neste contexto, andando de vagar se vai mais longe e mais rápido do que tentando realizar tudo de uma vez.
Tarefas da etapa Um:
• Definir a mudança que se quer realizar.
• Ser específico, procurando modificar comportamentos menores inicialmente para, gradativamente, fazer mudanças mais profundas.
• Dar um nome específico a mudança que se deseja fazer.
• Concentrar-se em uma alteração cada vez.
Etapa Dois – Entender o comportamento e o propósito no contexto de sua vida
Nesta etapa a pessoa precisa analisar o comportamento em relação ao contexto geral de sua vida, buscando encontrar razões para o mesmo em alguma outra área que não se relaciona diretamente àquela conduta. É preciso meditar calmamente e descobrir algum propósito disfarçado para o comportamento inadequado.
Por exemplo, uma pessoa que se alimenta excessivamente precisa entender o que significa este comportamento. Existirá alguma espécie de ganho indireto para aquele hábito indesejável? A partir de uma análise em sua vida como um todo, a pessoa pode descobrir de que forma o comportamento “comer em excesso“, tem um propósito e representa algum ganho em outra situaçõa de sua vida.
Deste entendimento, é possível criar novos comportamentos que realizarão a mesma tarefa que o antigo hábito. Na medida em que tenhamos várias opções de comportamentos, estaremos dando à nossa mente, mais alternativas e, portanto, novas formas para realizar o mesmo propósito.
Quando temos várias opções para alcançar o mesmo objetivo, o natural é que possamos utilizar a alternativa que seja mais fácil e menos prejudicial. Da mesma forma, se uma pessoa tem vários caminhos para chegar numa localidade, certamente sua natureza deverá escolher o melhor e mais adequado caminho para atingir aquele propósito.
Tarefas da etapa Dois:
• Entender o comportamento inadequado.
• Identificar o propósito ou a intenção positiva do comportamento em determinados contextos.
Etapa Três – Especificar a necessidade e a importância da mudança pessoal para a pessoa
Até esta etapa a pessoa já definiu o comportamento que deseja mudar, analisou e entendeu esta conduta inadequada no contexto de sua vida, distinguindo o propósito do comportamento inadequado e o ganho secundário que obtêm ao realizá-lo. Agora é preciso avaliar qual a repercussão positiva que uma alteração deste comportamento poderá ter em sua vida.
Nesta etapa é necessário relacionar todas as vantagens que terá ao realizar a mudança. Qual área de sua vida será beneficiada? Conseguirá melhorar sua saúde, relacionamentos, terá mais dinheiro, qualidade de vida ou felicidade? É importante tomar consciência de todas as vantagens para, a partir do conhecimento destes benefícios, poder desenvolver um grande desejo de mudança, e, em função deste desejo e destas vantagens, pagar o preço pelas mudanças que muitas vezes são tão difíceis de realizar.
Tarefas da etapa Três, responda:
• Por que é preciso mudar?
• O que vai melhorar? saúde, dinheiro, relacionamentos, qualidade de vida ou o que?
• Que prejuízo esta tendo com o atual comportamento?
• Como será sua vida após a mudança?
• Em quanto tempo conseguirá mudar e qual o custo?
• Especificar todas as vantagens.
• Especificar todas as dificuldades.
Etapa Quatro – Desenvolver um grande desejo de mudança pessoal
Para criar um forte desejo de mudança, será necessário associar uma grande dor e uma sensação desagradável ao fato de não mudar, e um grande prazer, e estímulo pela idéia de mudança. Assim nos sentiremos motivados e teremos um grande desejo de realizar esta alteração de comportamento em nossas vidas.
Imagine a seguinte situação: digamos que seus familiares e as pessoas de quem gostam estão de férias em uma praia, desfrutando o prazer daquela situação e você foi obrigado a permanecer trabalhando. O que acontecerá? Certamente você estará associando uma grande dor e uma sensação desagradável ao fato de ter de ficar trabalhando e um grande desejo de mudança daquela situação, ou seja, ir ao encontro das pessoas de quem gosta e que estão de férias.
No processo de mudança será bastante útil realizar o mesmo raciocínio. A partir da análise que fez ao relacionar todas as vantagens da mudança e todas as desvantagens que têm com o antigo comportamento, é possível vincular dor e desprazer ao fato de não mudar e um grande prazer pela mudança. Assim seu desejo de mudar será significativo.
Se alguém tem um determinado comportamento que deseja mudar, por exemplo, “comer em excesso”, e vincula este comportamento a sensações de prazer, dificilmente conseguirá realizar as mudanças. Todas as vezes que se imaginar tomando um sorvete, ou comendo um enorme sanduíche, sentirá sensações de prazer e satisfação, o que só aumenta seu desejo por aquele comportamento inadequado.
Mas se a pessoa que come em excesso mudar a maneira de pensar e imaginar-se sendo ridicularizado pelas pessoas por estar acima do peso, toda vez que pensar em comer um sanduíche ou sorvete, aquela sensação será desagradável e trará enorme dor e sofrimento à pessoa. E ao mesmo tempo, ela imaginar que terá grande prazer por ser elogiada pela sua estética e boa forma ao ter conseguido controlar o peso, esta sensação de prazer fará com que tenha grande desejo de operar a mudança.
Tarefas da etapa Quatro:
• Associe grande dor e sensações desagradáveis ao fato de não mudar.
• Associe grande prazer e sensações agradáveis e estimulantes com a possibilidade de mudança.
Etapa Cinco – Criar novas alternativas de comportamentos
Nesta etapa, é preciso gerar novas alternativas de conduta para substituir pelo comportamento inadequado. Se alguém simplesmente parar de fumar, de comer em excesso, ou romper um relacionamento, ou parar com algum outro comportamento obsessivo e não colocar nada no lugar deste, adivinhe o que vai acontecer em pouco tempo? Isto mesmo! O antigo comportamento volta rapidinho. Quantas vezes isto já aconteceu conosco?
Por isto é tão fundamental gerar novos comportamentos para substituir os antigos, de forma que estas novas condutas possam satisfazer as mesmas necessidades latentes. Um exemplo: existem pessoas que são viciadas em assistir televisão. Interromper este hábito deixará um vácuo na vida destes indivíduos. Alem do mais, este comportamento pode ser uma cortina de fumaça para encobrir problemas no casamento ou outro desequilíbrio em sua vida. De todo modo, esta pessoa está com sua vida bastante limitada.
Neste caso o ideal é gerar novas possibilidades de lazer e ocupação que possam satisfazê-la, e encontrar dentro destas novas possibilidades aquelas que venham a atender o seu propósito embutido. Talvez esta pessoa possa começar a ver cinema, ir ao shopping, navegar na internet, passear no parque, ir pescar, praticar um esporte, passear com a pessoa amada ou com a família, fazer churrasco, passear de carro, ter um hobby e diversas outras escolhas como alternativas. É preciso ampliar as possibilidades de seu mundo.
Analisando com cuidado e com honestidade consigo mesmo o antigo comportamento, a pessoa acabará descobrindo o propósito que tinha com aquela forma inadequada de levar sua vida, e poderá escolher entre as novas alternativas algumas que podem substitui e satisfazer as mesmas necessidades e atender aos mesmos propósitos.
O fundamental é ter algo para colocar no lugar do antigo comportamento. Esta substituição terá um grande impacto e será uma forma de superar a situação mais facilmente. O ser humano é assim, se tem algo para substituir o antigo comportamento fica mais fácil a mudança. As crianças são um bom exemplo: se queremos que parem de chorar, que é um comportamento inadequado, podemos distrai-las com outras coisas, como um pirulito ou um chocolate. Claro que estamos falando de comportamentos mais complexos, esta é apenas uma analogia.
Tarefas da etapa Cinco:
• Gere uma grande quantidade de novas condutas que possam substituir o comportamento inadequado, e que sejam mais aceitáveis.
• Identifique qual era o propósito embutido no comportamento inadequado.
• Inicie a substituição do antigo hábito compulsivo por alguns dos novos comportamentos que possam atender aos mesmos propósitos.
• Faça um acordo consigo mesmo de utilizar as novas opções por um determinado prazo, por exemplo, um mês, para testar se os novos comportamentos são de fato melhores e poderão substituir adequadamente os antigos hábitos de maneira satisfatória em todos os contextos.
Etapa Seis – Imaginar as novas mudanças ocorrendo em sua vida
Agora é hora de testar as novas mudanças no plano da imaginação, buscando vivenciar sua situação daqui para frente com os novos comportamentos. É preciso pensar em diversas circunstâncias particulares, sociais, profissionais em que o antigo comportamento acontece, e imaginar-se utilizando as novas opções no lugar da antiga conduta.
Se o comportamento inadequado é parar de fumar, por exemplo, e você gerou novas opções para substituir este hábito, como: mascar chicletes, comer uma fruta, ouvir música, brincar com algum jogo, desenhar, fazer alguma atividade manual, tocar um instrumento, ligar para a pessoa amada, ou diversas outras coisas, então comece a pensar nos contextos onde fumava e, neste caso, se imagine realizando estas outras atividades em substituição à antiga conduta.
Se você gerou muitas opções e agora se imagina realizando cada uma destas novas alternativas em substituição ao comportamento inadequado, perceberá que algumas destas escolhas serão mais eficazes e mais atraentes do que outras, e, neste caso, terá uma pista de quais serão as melhores opções para substituir o antigo hábito.
Escolha as três melhores opções que entender sejam mais eficazes e mais estimulantes para substituir o antigo hábito. Estas três escolhas deverão ser testadas nos próximos trinta dias em substituição ao comportamento inadequado.
Tarefas da etapa Seis:
• Imagine-se utilizando as novas alternativas em substituição ao antigo comportamento.
• Escolhas as três opções mais adequadas, atraentes estimulantes e eficazes para substituir o antigo comportamento e atender aos propósitos do comportamento inadequado.
• Concentre-se em testar as três novas alternativas no mundo real e nos contextos apropriados pelos próximos trinta dias.
Etapa Sete – Assumir o compromisso de implantar a mudança
Chegamos a ultima etapa, e agora sugerimos que a pessoa deva assumir um forte compromisso consigo mesmo de efetuar a mudança desejada. Recomendamos que todo o processo de mudança seja documentado, e que a pessoa deve realizar por escrito as tarefas solicitadas ao final de cada etapa.
No “Plano de mudanças pessoais”, você precisa escrever e realizar todas as tarefas descritas e ao final assinar o documento em que assume o compromisso consigo mesmo de tentar com todas as suas forças e determinação, efetuar a mudança utilizando os três novos comportamentos em substituição ao hábito inadequado.
Este documento de compromisso deve ser lido com freqüência durante o período em que assumiu o acordo, para que possa consolidar a mudança em sua mente. Ao final do tempo estipulado de 30 dias o individuo então terá oportunidade de fazer uma escolha: manter o compromisso de mudança por tempo indeterminado, ou desistir e voltar ao comportamento anterior que tanto lhe prejudicava.
Caso alguma coisa, por qualquer motivo, não esteja funcionando adequadamente com as novas escolhas, é preciso reiniciar o processo gerando outros comportamentos e realizando um novo compromisso de mudança.
A estratégia que acabamos de apresentar não é uma formula definitiva e certamente não é a única maneira de efetuar mudanças. Entretanto é um caminho possível e uma ótima maneira de realizar transformações pessoais.
Acreditamos que iniciando este processo de aprender a realizar mudanças comportamentais, e com isto operar uma evolução enquanto ser humano, a pessoa acabará adquirindo uma nova habilidade que será útil em sua vida pessoal e profissional.
Sugerirmos iniciar estes procedimentos com comportamentos mais simples e a medida que for adquirindo habilidade com o processo, buscar utilizá-lo nas mudanças mais importantes e que são essenciais para seu crescimento como pessoa e na busca de sua realização e felicidade.
Ari Lima
contato@arilima.com
para maiores informações sobre este processo visite nosso grupo
http://groups.google.com.br/group/mudanca-pessoal
O processo de mudança pessoal é provavelmente uma das tarefas mais difíceis de realizar pelo ser humano. Em geral as pessoas não estão totalmente satisfeitas com seus comportamentos, seja pessoal ou profissional, e encontram grandes dificuldades em realizar as mudanças necessárias. Há casos de condutas que gostaríamos de abandonar, mas continuamos a repeti-los compulsivamente, ou às vezes tentamos ser diferentes do que somos e ter comportamentos que não conseguimos. Em todas estas situações falta-nos uma estratégia para realizar as mudanças que precisamos.
Alguns exemplos de comportamentos que em geral as pessoas gostariam de modificar são: vicio de fumar, alcoolismo, comer em excesso, hábitos alimentares, medo de falar em público, atividade física, programa de estudo, mudança profissional, relacionamentos afetivos, relacionamentos profissionais, atitudes inadequadas, cuidados pessoais, organização e tantos outros hábitos que desejariam que fossem diferentes, mas que não conseguem modifica-los.
Seja no contexto pessoal ou profissional, este é um grande dilema que vive o ser humano. O fumante, por exemplo, frequentemente promete a si mesmo, abandonar o vício, o obeso deseja controlar sua alimentação e o sedentário aspira iniciar um programa de atividades físicas. O profissional incompetente promete iniciar um programa de estudo e desenvolvimento profissional, e o viciado em trabalho promete mudar seu estilo de vida e se dedicar mais ao lazer e à família. Em geral estes compromissos ficam apenas no plano das intenções enquanto o tempo passa e nada acontece.
Mas é possível desenvolver uma estratégia para realizar mudanças pessoais e profissionais de maneira sistemática. Vamos apresentar as bases de um modelo, que possibilitará ás pessoas aprenderem a realizar as mudanças que precisam para suas vidas, mas que não conseguem pelos caminhos tradicionais.
Existe uma técnica de mudanças pessoais, chamada “remodelagem”, que foi desenvolvida e apresentada pelos especialistas em programação neurolingüistica, Richard Bandler e John Grinder, em seu livro “Sapos em Príncipes”, (Editora Summus, 1979). Nós inspiramos neste modelo, mas o ampliamos e adaptamos de forma a possibilitar que qualquer pessoa possa aprender a operar mudanças pessoais em si mesmo, independente de qualquer acompanhamento terapêutico.
Existem alguns pressupostos básicos que necessitam ser compreendidos inicialmente para possibilitar a realização destas mudanças.
• Pressuposto um – é sempre melhor ter varias escolhas para um determinado comportamento do que não ter escolhas, ou seja, é fundamental ter diversas maneira de atingir certos resultados almejados. Em lugar de uma pessoa se limitar, evitando simplesmente ter um determinado comportamento através de uma mudança radical, o ideal é que esta pessoa possa acrescentar mais opções de comportamentos para satisfazer as mesmas necessidades.
Um exemplo é o caso do indivíduo que acredita que a bebida alcoólica esta lhe prejudicando. Em vez de tentar simplesmente parar de beber e sofrer uma espécie de síndrome da abstinência, o ideal é que ele possa encontrar outros hábitos que lhe tragam tanta satisfação quanto à bebida e que sejam aceitáveis em sua vida. Assim, terá mais alternativas pessoais, e estará livre para beber de forma moderada, se e quando desejar, sem permitir que esta conduta possa prejudicar sua saúde e suas relações sociais e familiares.
Não ter alternativas é uma forma de limitar a pessoa. É como o jogador que tem apenas uma opção de jogo; depois de certo tempo sua jogada perde a eficácia, ao contrário daquele jogador que têm várias alternativas e está sempre surpreendendo o adversário.
• Pressuposto dois – em geral os indivíduos já têm os recursos pessoais necessários à realização das mudanças desejadas apesar de nem sempre poderem contar com estes recursos nos contextos apropriados. Por exemplo, algumas pessoas têm medo de falar em público, no entanto conseguem ser bons comunicadores em outras áreas de suas vidas. Os recursos de comunicação já estão lá no seu comportamento, no entanto elas não conseguem acessá-los no contexto de falar em público.
Nossa história de vida nos permite adquirir várias experiências pessoais, que são recursos valiosos e podem ser utilizados em outras situações parecidas. O que precisamos é aprender a acessar estas experiências e saber usá-las em outros contextos.
• Pressuposto três – cada comportamento de qualquer ser humano tem alguma função positiva em determinado contexto. Ou seja, existe algum ganho em certas áreas de nossa vida ao realizarmos determinados comportamentos, mesmo que estes em si não sejam apropriados em outras áreas. Por exemplo, ser uma pessoa fria e insensível é considerado um defeito nas relações sociais do dia a dia, no entanto em situações de grande tensão, perigo ou stress, este comportamento pode ser útil e até salvar a vida desta pessoa.
Em geral as pessoas não têm consciência desta relação entre comportamentos, recursos pessoais, propósitos e contextos. Elas ficam lutando consigo mesmo para superar um determinado comportamento inadequado, sem levar em conta que este tem algum propósito, ou seja, uma função em outra área da vida daquela pessoa. Enquanto a pessoa não elaborar uma estratégia para gerar novos comportamentos que possam substituir a função do antigo comportamento nas áreas em que eles estão sendo úteis, dificilmente conseguirá fazer mudanças definitivas.
Vamos mencionar um exemplo. Digamos que uma pessoa é fumante e que deseja ardentemente superar este vício. No entanto, por mais que tente, não conseguem, pois o hábito e o desejo de fumar são maiores do que sua vontade de parar. O que provavelmente esta ocorrendo é que este habito tornou-se um mecanismo para satisfazer outra área do desejo e das necessidades daquele indivíduo. Enquanto esta pessoa não conseguir criar alternativas de comportamento que satisfaçam às mesmas necessidades, inconscientemente ele continuará gerando forte desejo de fumar.
O mesmo raciocínio vale para outras áreas de nossa vida. Às vezes temos determinados comportamentos que conscientemente acreditamos ser inadequados ou prejudiciais em nossa vida pessoa e profissional, no entanto pode existir alguma outra área em que esta conduta inadequada, esteja trazendo alguma vantagem, um ganho secundário, e que não percebemos. Enquanto não satisfizermos estes ganhos secundários por outros meios, dificilmente conseguiremos realizar um processo de mudanças.
Algumas pessoas podem ficar doentes a partir de um desejo inconscientes de chamar atenção, outras fumam ou bebem por falta de companheirismo, camaradagem, ou alguma outra necessidade que não percebem conscientemente. Na verdade todos os nossos comportamentos têm algum propósito que nos impele a fazê-lo, apesar de nem sempre ter um significado racional.
Para realizar um processo de mudanças pessoal é preciso entender este mecanismo e criar uma estratégia para substituição do comportamento inadequado por outros hábitos que sejam válidos para a pessoa como um todo, e que satisfaçam às necessidades inconscientes que possam existir.
Nossa estratégia de mudanças pode ser utilizada por qualquer pessoa para providenciar modificações de comportamentos em si próprias, ou ajudar outras pessoas a fazê-lo. Chamamos de “Plano de mudanças pessoais.” Ele necessita que a pessoa realize um esforço de auto-conhecimento, análise e meditação. Através deste processo, que dividimos em sete etapas, o individuo poderá percorrer um caminho que o levará a operar as mudanças necessárias em sua vida.
Etapa Um – identificação do comportamento a ser modificado.
Nesta primeira fase, é preciso que a pessoa identifique o comportamento específico que deseja mudar, por exemplo, “parar de fumar”, de forma que possa controlar os resultados posteriormente em relação às mudanças. Para facilitar o processo, é necessário que reduza o problema ou comportamento ao menor grau possível e realize as mudanças de maneira específica para cada pequeno comportamento, em vez de tentar realizar uma grande mudança de uma única vez.
É muito comum às pessoas terem um grande problema e se sentirem impotentes para resolvê-lo. No entanto, se dividirem este problema em pequenas porções e forem resolvendo uma de cada vez dentro de suas possibilidades, em pouco tempo teriam o problema como um todo solucionado.
Da mesma forma, as mudanças devem ser realizadas da mais fácil para a mais difícil e em porções pequenas, para que, no prazo adequado, a mudança geral seja realizada. Neste contexto, andando de vagar se vai mais longe e mais rápido do que tentando realizar tudo de uma vez.
Tarefas da etapa Um:
• Definir a mudança que se quer realizar.
• Ser específico, procurando modificar comportamentos menores inicialmente para, gradativamente, fazer mudanças mais profundas.
• Dar um nome específico a mudança que se deseja fazer.
• Concentrar-se em uma alteração cada vez.
Etapa Dois – Entender o comportamento e o propósito no contexto de sua vida
Nesta etapa a pessoa precisa analisar o comportamento em relação ao contexto geral de sua vida, buscando encontrar razões para o mesmo em alguma outra área que não se relaciona diretamente àquela conduta. É preciso meditar calmamente e descobrir algum propósito disfarçado para o comportamento inadequado.
Por exemplo, uma pessoa que se alimenta excessivamente precisa entender o que significa este comportamento. Existirá alguma espécie de ganho indireto para aquele hábito indesejável? A partir de uma análise em sua vida como um todo, a pessoa pode descobrir de que forma o comportamento “comer em excesso“, tem um propósito e representa algum ganho em outra situaçõa de sua vida.
Deste entendimento, é possível criar novos comportamentos que realizarão a mesma tarefa que o antigo hábito. Na medida em que tenhamos várias opções de comportamentos, estaremos dando à nossa mente, mais alternativas e, portanto, novas formas para realizar o mesmo propósito.
Quando temos várias opções para alcançar o mesmo objetivo, o natural é que possamos utilizar a alternativa que seja mais fácil e menos prejudicial. Da mesma forma, se uma pessoa tem vários caminhos para chegar numa localidade, certamente sua natureza deverá escolher o melhor e mais adequado caminho para atingir aquele propósito.
Tarefas da etapa Dois:
• Entender o comportamento inadequado.
• Identificar o propósito ou a intenção positiva do comportamento em determinados contextos.
Etapa Três – Especificar a necessidade e a importância da mudança pessoal para a pessoa
Até esta etapa a pessoa já definiu o comportamento que deseja mudar, analisou e entendeu esta conduta inadequada no contexto de sua vida, distinguindo o propósito do comportamento inadequado e o ganho secundário que obtêm ao realizá-lo. Agora é preciso avaliar qual a repercussão positiva que uma alteração deste comportamento poderá ter em sua vida.
Nesta etapa é necessário relacionar todas as vantagens que terá ao realizar a mudança. Qual área de sua vida será beneficiada? Conseguirá melhorar sua saúde, relacionamentos, terá mais dinheiro, qualidade de vida ou felicidade? É importante tomar consciência de todas as vantagens para, a partir do conhecimento destes benefícios, poder desenvolver um grande desejo de mudança, e, em função deste desejo e destas vantagens, pagar o preço pelas mudanças que muitas vezes são tão difíceis de realizar.
Tarefas da etapa Três, responda:
• Por que é preciso mudar?
• O que vai melhorar? saúde, dinheiro, relacionamentos, qualidade de vida ou o que?
• Que prejuízo esta tendo com o atual comportamento?
• Como será sua vida após a mudança?
• Em quanto tempo conseguirá mudar e qual o custo?
• Especificar todas as vantagens.
• Especificar todas as dificuldades.
Etapa Quatro – Desenvolver um grande desejo de mudança pessoal
Para criar um forte desejo de mudança, será necessário associar uma grande dor e uma sensação desagradável ao fato de não mudar, e um grande prazer, e estímulo pela idéia de mudança. Assim nos sentiremos motivados e teremos um grande desejo de realizar esta alteração de comportamento em nossas vidas.
Imagine a seguinte situação: digamos que seus familiares e as pessoas de quem gostam estão de férias em uma praia, desfrutando o prazer daquela situação e você foi obrigado a permanecer trabalhando. O que acontecerá? Certamente você estará associando uma grande dor e uma sensação desagradável ao fato de ter de ficar trabalhando e um grande desejo de mudança daquela situação, ou seja, ir ao encontro das pessoas de quem gosta e que estão de férias.
No processo de mudança será bastante útil realizar o mesmo raciocínio. A partir da análise que fez ao relacionar todas as vantagens da mudança e todas as desvantagens que têm com o antigo comportamento, é possível vincular dor e desprazer ao fato de não mudar e um grande prazer pela mudança. Assim seu desejo de mudar será significativo.
Se alguém tem um determinado comportamento que deseja mudar, por exemplo, “comer em excesso”, e vincula este comportamento a sensações de prazer, dificilmente conseguirá realizar as mudanças. Todas as vezes que se imaginar tomando um sorvete, ou comendo um enorme sanduíche, sentirá sensações de prazer e satisfação, o que só aumenta seu desejo por aquele comportamento inadequado.
Mas se a pessoa que come em excesso mudar a maneira de pensar e imaginar-se sendo ridicularizado pelas pessoas por estar acima do peso, toda vez que pensar em comer um sanduíche ou sorvete, aquela sensação será desagradável e trará enorme dor e sofrimento à pessoa. E ao mesmo tempo, ela imaginar que terá grande prazer por ser elogiada pela sua estética e boa forma ao ter conseguido controlar o peso, esta sensação de prazer fará com que tenha grande desejo de operar a mudança.
Tarefas da etapa Quatro:
• Associe grande dor e sensações desagradáveis ao fato de não mudar.
• Associe grande prazer e sensações agradáveis e estimulantes com a possibilidade de mudança.
Etapa Cinco – Criar novas alternativas de comportamentos
Nesta etapa, é preciso gerar novas alternativas de conduta para substituir pelo comportamento inadequado. Se alguém simplesmente parar de fumar, de comer em excesso, ou romper um relacionamento, ou parar com algum outro comportamento obsessivo e não colocar nada no lugar deste, adivinhe o que vai acontecer em pouco tempo? Isto mesmo! O antigo comportamento volta rapidinho. Quantas vezes isto já aconteceu conosco?
Por isto é tão fundamental gerar novos comportamentos para substituir os antigos, de forma que estas novas condutas possam satisfazer as mesmas necessidades latentes. Um exemplo: existem pessoas que são viciadas em assistir televisão. Interromper este hábito deixará um vácuo na vida destes indivíduos. Alem do mais, este comportamento pode ser uma cortina de fumaça para encobrir problemas no casamento ou outro desequilíbrio em sua vida. De todo modo, esta pessoa está com sua vida bastante limitada.
Neste caso o ideal é gerar novas possibilidades de lazer e ocupação que possam satisfazê-la, e encontrar dentro destas novas possibilidades aquelas que venham a atender o seu propósito embutido. Talvez esta pessoa possa começar a ver cinema, ir ao shopping, navegar na internet, passear no parque, ir pescar, praticar um esporte, passear com a pessoa amada ou com a família, fazer churrasco, passear de carro, ter um hobby e diversas outras escolhas como alternativas. É preciso ampliar as possibilidades de seu mundo.
Analisando com cuidado e com honestidade consigo mesmo o antigo comportamento, a pessoa acabará descobrindo o propósito que tinha com aquela forma inadequada de levar sua vida, e poderá escolher entre as novas alternativas algumas que podem substitui e satisfazer as mesmas necessidades e atender aos mesmos propósitos.
O fundamental é ter algo para colocar no lugar do antigo comportamento. Esta substituição terá um grande impacto e será uma forma de superar a situação mais facilmente. O ser humano é assim, se tem algo para substituir o antigo comportamento fica mais fácil a mudança. As crianças são um bom exemplo: se queremos que parem de chorar, que é um comportamento inadequado, podemos distrai-las com outras coisas, como um pirulito ou um chocolate. Claro que estamos falando de comportamentos mais complexos, esta é apenas uma analogia.
Tarefas da etapa Cinco:
• Gere uma grande quantidade de novas condutas que possam substituir o comportamento inadequado, e que sejam mais aceitáveis.
• Identifique qual era o propósito embutido no comportamento inadequado.
• Inicie a substituição do antigo hábito compulsivo por alguns dos novos comportamentos que possam atender aos mesmos propósitos.
• Faça um acordo consigo mesmo de utilizar as novas opções por um determinado prazo, por exemplo, um mês, para testar se os novos comportamentos são de fato melhores e poderão substituir adequadamente os antigos hábitos de maneira satisfatória em todos os contextos.
Etapa Seis – Imaginar as novas mudanças ocorrendo em sua vida
Agora é hora de testar as novas mudanças no plano da imaginação, buscando vivenciar sua situação daqui para frente com os novos comportamentos. É preciso pensar em diversas circunstâncias particulares, sociais, profissionais em que o antigo comportamento acontece, e imaginar-se utilizando as novas opções no lugar da antiga conduta.
Se o comportamento inadequado é parar de fumar, por exemplo, e você gerou novas opções para substituir este hábito, como: mascar chicletes, comer uma fruta, ouvir música, brincar com algum jogo, desenhar, fazer alguma atividade manual, tocar um instrumento, ligar para a pessoa amada, ou diversas outras coisas, então comece a pensar nos contextos onde fumava e, neste caso, se imagine realizando estas outras atividades em substituição à antiga conduta.
Se você gerou muitas opções e agora se imagina realizando cada uma destas novas alternativas em substituição ao comportamento inadequado, perceberá que algumas destas escolhas serão mais eficazes e mais atraentes do que outras, e, neste caso, terá uma pista de quais serão as melhores opções para substituir o antigo hábito.
Escolha as três melhores opções que entender sejam mais eficazes e mais estimulantes para substituir o antigo hábito. Estas três escolhas deverão ser testadas nos próximos trinta dias em substituição ao comportamento inadequado.
Tarefas da etapa Seis:
• Imagine-se utilizando as novas alternativas em substituição ao antigo comportamento.
• Escolhas as três opções mais adequadas, atraentes estimulantes e eficazes para substituir o antigo comportamento e atender aos propósitos do comportamento inadequado.
• Concentre-se em testar as três novas alternativas no mundo real e nos contextos apropriados pelos próximos trinta dias.
Etapa Sete – Assumir o compromisso de implantar a mudança
Chegamos a ultima etapa, e agora sugerimos que a pessoa deva assumir um forte compromisso consigo mesmo de efetuar a mudança desejada. Recomendamos que todo o processo de mudança seja documentado, e que a pessoa deve realizar por escrito as tarefas solicitadas ao final de cada etapa.
No “Plano de mudanças pessoais”, você precisa escrever e realizar todas as tarefas descritas e ao final assinar o documento em que assume o compromisso consigo mesmo de tentar com todas as suas forças e determinação, efetuar a mudança utilizando os três novos comportamentos em substituição ao hábito inadequado.
Este documento de compromisso deve ser lido com freqüência durante o período em que assumiu o acordo, para que possa consolidar a mudança em sua mente. Ao final do tempo estipulado de 30 dias o individuo então terá oportunidade de fazer uma escolha: manter o compromisso de mudança por tempo indeterminado, ou desistir e voltar ao comportamento anterior que tanto lhe prejudicava.
Caso alguma coisa, por qualquer motivo, não esteja funcionando adequadamente com as novas escolhas, é preciso reiniciar o processo gerando outros comportamentos e realizando um novo compromisso de mudança.
A estratégia que acabamos de apresentar não é uma formula definitiva e certamente não é a única maneira de efetuar mudanças. Entretanto é um caminho possível e uma ótima maneira de realizar transformações pessoais.
Acreditamos que iniciando este processo de aprender a realizar mudanças comportamentais, e com isto operar uma evolução enquanto ser humano, a pessoa acabará adquirindo uma nova habilidade que será útil em sua vida pessoal e profissional.
Sugerirmos iniciar estes procedimentos com comportamentos mais simples e a medida que for adquirindo habilidade com o processo, buscar utilizá-lo nas mudanças mais importantes e que são essenciais para seu crescimento como pessoa e na busca de sua realização e felicidade.
Ari Lima
contato@arilima.com
para maiores informações sobre este processo visite nosso grupo
http://groups.google.com.br/group/mudanca-pessoal
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Os Hábitos dos Executivos de Sucesso
Os Hábitos dos Executivos de Sucesso
Conhecer a forma como executivos de sucesso atuam no dia a dia, seus hábitos no trabalho e em sua vida pessoal pode ser uma vantagem competitiva para os profissionais se sobressaírem no mercado. Em geral são conceitos simples e fáceis de aplicar, porem são úteis o bastante para serem incorporados às rotinas de novos e até mesmo de experientes profissionais.
As idéias a seguir, foram baseadas em entrevistas realizadas por Stephanie Winston, consultora americana, e constam de seu livro, Organized for Success, ainda sem tradução para o português, citado em matéria da revista VOCÊ s.a. (Edição 86, agosto de 2005).
Vamos descrever e analisar a seguir as principais idéias sobre os hábitos das pessoas de sucesso.
Planeje seu trabalho
Habitualmente liste as tarefas a serem realizadas no dia. Nunca ultrapasse mais de dez itens e priorize sua lista em ordem decrescente de prioridades. O que não conseguir realizar naquele dia, transfira automaticamente para o dia seguinte.
Trabalhe com prioridades
Existem três tipos de tarefas a serem realizadas. As essenciais, as importantes e as secundárias. Procure orientar sempre seu trabalho para o que é essencial e só depois realize as tarefas que são importantes. As atividades secundárias devem ser realizadas somente quando se tornarem essenciais ou importantes.
Tenha sempre um plano B
Como defende o ex-presidente da Ford Lee Iacocca, que ficou famoso por ter salvo a Chrysler da falência, quando tornou-se também presidente desta empresa, procure ter sempre um plano B. Caso algum item de sua lista tiver de ser adiado, transfira a tarefa para outra pessoa ou tome outra atitude para evitar algum prejuízo maior.
Coloque em prática sua lista de prioridades
Execute as tarefas agendadas, delegue as que não puder executar, e determinar prazos e hora para concluir cada item. Faça um acompanhamento da execução de cada tarefa ao longo do dia.
Mantenha sua agenda organizada
A agenda é uma importante ferramenta de gestão e deve ser utilizada como se fosse um plano de ação. É importante ter uma visão do todo, e frequentemente repasse sua programação para o dia seguinte, semana seguinte, mês seguinte e assim por diante.
Utilize o telefone de forma dinâmica
Alem de procurar ganhar tempo através do telefone, é preciso ficar atento e desenvolver a habilidade de perceber as nuances da voz de quem fala com você, assim o telefone poderá substituir muitas possibilidades de reuniões ganhando com isso um tempo precioso.
Utilize um caderno de anotações
O caderno de anotações pode se tornar um verdadeiro diário de nossa vida profissional, servindo inclusive para futuras pesquisas sobre fatos passados. Ajuda a lembrar detalhes importantes do dia a dia, além de experiências que teve no contato com diversas pessoas.
Use a tecnologia como uma aliada
Muitas reuniões podem ser realizadas por videoconferência evitando viagens dispendiosas, internet, e-mails, blogs, sites, palm tops e ipods. Todos estes equipamentos e recursos tecnológicos podem ser de grande utilidade na vida corporativa.
Como vimos este é um conjunto de hábitos simples e fáceis de serem implantados, dependendo inclusive das condições de sua organização. O mais importante é verificar quais destas idéias podem se adaptar melhor a sua situação e incorporá-los aos seus hábitos diários. Desta forma o profissional conseguirá maior produtividade e consequentemente melhores resultados.
Ari Lima
Visite nosso blog
http://ari-lima.blogspot.com
Conhecer a forma como executivos de sucesso atuam no dia a dia, seus hábitos no trabalho e em sua vida pessoal pode ser uma vantagem competitiva para os profissionais se sobressaírem no mercado. Em geral são conceitos simples e fáceis de aplicar, porem são úteis o bastante para serem incorporados às rotinas de novos e até mesmo de experientes profissionais.
As idéias a seguir, foram baseadas em entrevistas realizadas por Stephanie Winston, consultora americana, e constam de seu livro, Organized for Success, ainda sem tradução para o português, citado em matéria da revista VOCÊ s.a. (Edição 86, agosto de 2005).
Vamos descrever e analisar a seguir as principais idéias sobre os hábitos das pessoas de sucesso.
Planeje seu trabalho
Habitualmente liste as tarefas a serem realizadas no dia. Nunca ultrapasse mais de dez itens e priorize sua lista em ordem decrescente de prioridades. O que não conseguir realizar naquele dia, transfira automaticamente para o dia seguinte.
Trabalhe com prioridades
Existem três tipos de tarefas a serem realizadas. As essenciais, as importantes e as secundárias. Procure orientar sempre seu trabalho para o que é essencial e só depois realize as tarefas que são importantes. As atividades secundárias devem ser realizadas somente quando se tornarem essenciais ou importantes.
Tenha sempre um plano B
Como defende o ex-presidente da Ford Lee Iacocca, que ficou famoso por ter salvo a Chrysler da falência, quando tornou-se também presidente desta empresa, procure ter sempre um plano B. Caso algum item de sua lista tiver de ser adiado, transfira a tarefa para outra pessoa ou tome outra atitude para evitar algum prejuízo maior.
Coloque em prática sua lista de prioridades
Execute as tarefas agendadas, delegue as que não puder executar, e determinar prazos e hora para concluir cada item. Faça um acompanhamento da execução de cada tarefa ao longo do dia.
Mantenha sua agenda organizada
A agenda é uma importante ferramenta de gestão e deve ser utilizada como se fosse um plano de ação. É importante ter uma visão do todo, e frequentemente repasse sua programação para o dia seguinte, semana seguinte, mês seguinte e assim por diante.
Utilize o telefone de forma dinâmica
Alem de procurar ganhar tempo através do telefone, é preciso ficar atento e desenvolver a habilidade de perceber as nuances da voz de quem fala com você, assim o telefone poderá substituir muitas possibilidades de reuniões ganhando com isso um tempo precioso.
Utilize um caderno de anotações
O caderno de anotações pode se tornar um verdadeiro diário de nossa vida profissional, servindo inclusive para futuras pesquisas sobre fatos passados. Ajuda a lembrar detalhes importantes do dia a dia, além de experiências que teve no contato com diversas pessoas.
Use a tecnologia como uma aliada
Muitas reuniões podem ser realizadas por videoconferência evitando viagens dispendiosas, internet, e-mails, blogs, sites, palm tops e ipods. Todos estes equipamentos e recursos tecnológicos podem ser de grande utilidade na vida corporativa.
Como vimos este é um conjunto de hábitos simples e fáceis de serem implantados, dependendo inclusive das condições de sua organização. O mais importante é verificar quais destas idéias podem se adaptar melhor a sua situação e incorporá-los aos seus hábitos diários. Desta forma o profissional conseguirá maior produtividade e consequentemente melhores resultados.
Ari Lima
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PALESTRAS NA FACULDADE ESTÁCIO DE SÁ – MINAS GERAIS
PALESTRAS NA FACULDADE ESTÁCIO DE SÁ – MINAS GERAIS
TEMAS – GESTÃO CARREIRA PARA UNIVERSITÁRIOS
MARKETING JURÍDICO E GESTÃO DE CARREIRA PARA ESTUDANTES DE DIREITO
O CAMINHO MAIS CURTO PARA O PRIMEIRO TRABALHO
O consultor Ari Lima realizou nos dias 10 e 16 de outubro na Faculdade Estácio de Sá – Minas Gerais, um ciclo de quatro palestras para universitários dos diversos cursos sobre gestão de carreira e oportunidades no mercado de trabalho, e marketing jurídico para estudantes de Direito. A apresentação foi considerada um sucesso, teve uma expressiva participação dos estudantes e resultou em um momento de reflexão. A seguir os principais tópicos abordados.
PRINCIPAIS TÓPICOS ABORDADOS
Plano de carreira e de Negócios
Conhecimento do mercado e das oportunidades
Desenvolver competências essenciais
Ferramentas de promoção e marketing
Relações públicas
O marketing jurídico e o código de ética da OAB
PLANO DE CARREIRA E DE NEGÓCIOS
Objetivos estratégicos
Estratégia Gerencial
Estratégia de Marketing
OBJETIVOS ESTRATÉGICOS
Como quero ser em 3, 5 ou 10 anos?
Quero trabalhar, por conta própria ou como empregado?
Quanto dinheiro quero ter?
Qual minha grande paixão profissional?
Qual o meu negócio?
EXEMPLO DE PLANO DE CARREIRA
ESTRATÉGIA GERENCIA
• CICLO PDCA
• 1 – PLANEJAMENTO (PLAN)
• 2 – EXECUÇÃO ( DO)
• 3 - CONTROLE (CONTROL)
• 4- AÇÃO (ACTION)
LEI DE PARETO PARA TORNAR OS CLIENTES LUCRATIVOS
• 20% DOS CLIENTES SÃO RESPONSÁVEIS POR 80% DOS LUCROS ( GRUPO A)
• 80% DOS CLIENTES SÃO RESPONSÁVEIS POR 20% DOS LUCROS ( GRUPO B)
• PRIORIZAR A BUSCA POR CLIENTES DO GRUPO A
ESTRATÉGIA DE MARKETING
• COMO CAPTAR CLIENTES
• COMO CONQUISTAR CLIENTES
• COMO MANTER O RELACIONAMENTO
CONHECIMENTO DO MERCADO E DAS NOVAS OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS
Pesquisar o mercado
A concorrência
O comportamento do cliente
As tendências
As novas oportunidades
NOVAS OPORTUNIDADES
Telecomunicações
Energia, petróleo e gás
Mercado de capitais
Fusões e aquisições
Arbitragem
Meio ambiente
Agro-negócios
Terceiro setor
DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS ESSENCIAIS
- Inteligência Emocional
• Comunicação
• Relacionamento interpessoal
• Bom humor
• Negociação
• Trabalho em equipe
• Motivação
• Criatividade
FERRAMENTAS DE MARKETING
Parcerias
Networking
Publicação de artigos
Sites, blogs, internet
Relacionamento com clientes
Cartão de visita e folder
Relações públicas
RELAÇÕES PÚBLICAS
Publicação de artigos
Realizar palestras e cursos
Participar de associações e entidades
Participar de câmaras de comercio
Contatos com a imprensa
Oferecer entrevistas e matérias em veículos de comunicação
SOBRE O CONSULTOR
Empresário, engenheiro civil, escritor, consultor de empresas e especialista em marketing pessoal e gestão de carreiras.
Ministra freqüentemente cursos e palestras para profissionais liberais, advogados e executivos
Escreve com freqüência artigos para diversas revistas, jornais e portais da internet, sendo colunista das revistas Visão Jurídica, Justilex, Consultor Jurídico, e dos jornais A comarca do mundo jurídico e Mercado e Empregos/MG
Tem artigos publicados nos sites do STJ- Superior Tribunal de Justiça, TJ- Rondônia, OAB- Maranhão, e nos sites Argumentum Jurídico, Damásio de Jesus, Trinolex, Jusvigilantibus, Juristas, e muitos outros.
Possui 25 anos de experiência em marketing e atendimento a clientes
Autor do manual “Marketing Jurídico de Estratégia”
TEMAS – GESTÃO CARREIRA PARA UNIVERSITÁRIOS
MARKETING JURÍDICO E GESTÃO DE CARREIRA PARA ESTUDANTES DE DIREITO
O CAMINHO MAIS CURTO PARA O PRIMEIRO TRABALHO
O consultor Ari Lima realizou nos dias 10 e 16 de outubro na Faculdade Estácio de Sá – Minas Gerais, um ciclo de quatro palestras para universitários dos diversos cursos sobre gestão de carreira e oportunidades no mercado de trabalho, e marketing jurídico para estudantes de Direito. A apresentação foi considerada um sucesso, teve uma expressiva participação dos estudantes e resultou em um momento de reflexão. A seguir os principais tópicos abordados.
PRINCIPAIS TÓPICOS ABORDADOS
Plano de carreira e de Negócios
Conhecimento do mercado e das oportunidades
Desenvolver competências essenciais
Ferramentas de promoção e marketing
Relações públicas
O marketing jurídico e o código de ética da OAB
PLANO DE CARREIRA E DE NEGÓCIOS
Objetivos estratégicos
Estratégia Gerencial
Estratégia de Marketing
OBJETIVOS ESTRATÉGICOS
Como quero ser em 3, 5 ou 10 anos?
Quero trabalhar, por conta própria ou como empregado?
Quanto dinheiro quero ter?
Qual minha grande paixão profissional?
Qual o meu negócio?
EXEMPLO DE PLANO DE CARREIRA
ESTRATÉGIA GERENCIA
• CICLO PDCA
• 1 – PLANEJAMENTO (PLAN)
• 2 – EXECUÇÃO ( DO)
• 3 - CONTROLE (CONTROL)
• 4- AÇÃO (ACTION)
LEI DE PARETO PARA TORNAR OS CLIENTES LUCRATIVOS
• 20% DOS CLIENTES SÃO RESPONSÁVEIS POR 80% DOS LUCROS ( GRUPO A)
• 80% DOS CLIENTES SÃO RESPONSÁVEIS POR 20% DOS LUCROS ( GRUPO B)
• PRIORIZAR A BUSCA POR CLIENTES DO GRUPO A
ESTRATÉGIA DE MARKETING
• COMO CAPTAR CLIENTES
• COMO CONQUISTAR CLIENTES
• COMO MANTER O RELACIONAMENTO
CONHECIMENTO DO MERCADO E DAS NOVAS OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS
Pesquisar o mercado
A concorrência
O comportamento do cliente
As tendências
As novas oportunidades
NOVAS OPORTUNIDADES
Telecomunicações
Energia, petróleo e gás
Mercado de capitais
Fusões e aquisições
Arbitragem
Meio ambiente
Agro-negócios
Terceiro setor
DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS ESSENCIAIS
- Inteligência Emocional
• Comunicação
• Relacionamento interpessoal
• Bom humor
• Negociação
• Trabalho em equipe
• Motivação
• Criatividade
FERRAMENTAS DE MARKETING
Parcerias
Networking
Publicação de artigos
Sites, blogs, internet
Relacionamento com clientes
Cartão de visita e folder
Relações públicas
RELAÇÕES PÚBLICAS
Publicação de artigos
Realizar palestras e cursos
Participar de associações e entidades
Participar de câmaras de comercio
Contatos com a imprensa
Oferecer entrevistas e matérias em veículos de comunicação
SOBRE O CONSULTOR
Empresário, engenheiro civil, escritor, consultor de empresas e especialista em marketing pessoal e gestão de carreiras.
Ministra freqüentemente cursos e palestras para profissionais liberais, advogados e executivos
Escreve com freqüência artigos para diversas revistas, jornais e portais da internet, sendo colunista das revistas Visão Jurídica, Justilex, Consultor Jurídico, e dos jornais A comarca do mundo jurídico e Mercado e Empregos/MG
Tem artigos publicados nos sites do STJ- Superior Tribunal de Justiça, TJ- Rondônia, OAB- Maranhão, e nos sites Argumentum Jurídico, Damásio de Jesus, Trinolex, Jusvigilantibus, Juristas, e muitos outros.
Possui 25 anos de experiência em marketing e atendimento a clientes
Autor do manual “Marketing Jurídico de Estratégia”
PALESTRA NA ESCOLA SUPERIOR DE ADVOCACIA ( ESA) – OAB/MG
TEMA – GESTÃO ESTRATÉGICA PARA ESCRITÓRIOS
NOVAS OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS NA ADVOCACIA
O consultor Ari Lima realizou no dia 8 de outubro na Escola Superior de Advocacia ( ESA), parte da OAB/MG, uma palestra para advogados e profissionais do setor, sobre gestão estratégica e novas oportunidades de negócios na advocacia. A apresentação foi considerada um sucesso, teve uma expressiva participação de advogados e resultou em um momento de reflexão para o setor. A seguir os principais tópicos abordados.
PRINCIPAIS TÓPICOS ABORDADOS
Plano de Negócios
Conhecimento do mercado e das oportunidades
Desenvolver competências essenciais
Ferramentas de promoção e marketing
Relações públicas
O marketing jurídico e o código de ética da OAB
PLANO DE NEGÓCIOS
Estratégia Organizacional
Estratégia Gerencial
Estratégia de Marketing
ESTRATÉGIA ORGANIZACIONAL
Organização em torno de funções e não de pessoas
ESTRATÉGIA GERENCIA
• CICLO PDCA
• 1 – PLANEJAMENTO (PLAN)
• 2 – EXECUÇÃO ( DO)
• 3 - CONTROLE (CONTROL)
• 4- AÇÃO (ACTION)
LEI DE PARETO PARA TORNAR OS CLIENTES LUCRATIVOS
• 20% DOS CLIENTES SÃO RESPONSÁVEIS POR 80% DOS LUCROS ( GRUPO A)
• 80% DOS CLIENTES SÃO RESPONSÁVEIS POR 20% DOS LUCROS ( GRUPO B)
• PRIORIZAR A BUSCA POR CLIENTES DO GRUPO A
ESTRATÉGIA DE MARKETING
• COMO CAPTAR CLIENTES
• COMO CONQUISTAR CLIENTES
• COMO MANTER O RELACIONAMENTO
CONHECIMENTO DO MERCADO E DAS NOVAS OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS
Pesquisar o mercado
A concorrência
O comportamento do cliente
As tendências
As novas oportunidades
NOVAS OPORTUNIDADES
Telecomunicações
Energia, petróleo e gás
Mercado de capitais
Fusões e aquisições
Arbitragem
Meio ambiente
Agro-negócios
Terceiro setor
DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS ESSENCIAIS
- Inteligência Emocional
• Comunicação
• Relacionamento interpessoal
• Bom humor
• Negociação
• Trabalho em equipe
• Motivação
• Criatividade
FERRAMENTAS DE MARKETING
Parcerias
Networking
Publicação de artigos
Sites, blogs, internet
Relacionamento com clientes
Cartão de visita e folder
Relações públicas
RELAÇÕES PÚBLICAS
Publicação de artigos
Realizar palestras e cursos
Participar de associações e entidades
Participar de câmaras de comercio
Contatos com a imprensa
Oferecer entrevistas e matérias em veículos de comunicação
O MARKETING JURÍDICO E O CÓDIGO DE ÉTICA
Vencer os paradigmas
Encontrar os limites
Explorar as possibilidades
Adequar as ações de marketing ao código
SOBRE O CONSULTOR
Empresário, engenheiro civil, escritor, consultor de empresas e especialista em marketing pessoal e gestão de carreiras.
Ministra freqüentemente cursos e palestras para profissionais liberais, advogados e executivos
Escreve com freqüência artigos para diversas revistas, jornais e portais da internet, sendo colunista das revistas Visão Jurídica, Justilex, Consultor Jurídico, e dos jornais A comarca do mundo jurídico e Mercado e Empregos/MG
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Possui 25 anos de experiência em marketing e atendimento a clientes
Autor do manual “Marketing Jurídico de Estratégia”
v
NOVAS OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS NA ADVOCACIA
O consultor Ari Lima realizou no dia 8 de outubro na Escola Superior de Advocacia ( ESA), parte da OAB/MG, uma palestra para advogados e profissionais do setor, sobre gestão estratégica e novas oportunidades de negócios na advocacia. A apresentação foi considerada um sucesso, teve uma expressiva participação de advogados e resultou em um momento de reflexão para o setor. A seguir os principais tópicos abordados.
PRINCIPAIS TÓPICOS ABORDADOS
Plano de Negócios
Conhecimento do mercado e das oportunidades
Desenvolver competências essenciais
Ferramentas de promoção e marketing
Relações públicas
O marketing jurídico e o código de ética da OAB
PLANO DE NEGÓCIOS
Estratégia Organizacional
Estratégia Gerencial
Estratégia de Marketing
ESTRATÉGIA ORGANIZACIONAL
Organização em torno de funções e não de pessoas
ESTRATÉGIA GERENCIA
• CICLO PDCA
• 1 – PLANEJAMENTO (PLAN)
• 2 – EXECUÇÃO ( DO)
• 3 - CONTROLE (CONTROL)
• 4- AÇÃO (ACTION)
LEI DE PARETO PARA TORNAR OS CLIENTES LUCRATIVOS
• 20% DOS CLIENTES SÃO RESPONSÁVEIS POR 80% DOS LUCROS ( GRUPO A)
• 80% DOS CLIENTES SÃO RESPONSÁVEIS POR 20% DOS LUCROS ( GRUPO B)
• PRIORIZAR A BUSCA POR CLIENTES DO GRUPO A
ESTRATÉGIA DE MARKETING
• COMO CAPTAR CLIENTES
• COMO CONQUISTAR CLIENTES
• COMO MANTER O RELACIONAMENTO
CONHECIMENTO DO MERCADO E DAS NOVAS OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS
Pesquisar o mercado
A concorrência
O comportamento do cliente
As tendências
As novas oportunidades
NOVAS OPORTUNIDADES
Telecomunicações
Energia, petróleo e gás
Mercado de capitais
Fusões e aquisições
Arbitragem
Meio ambiente
Agro-negócios
Terceiro setor
DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS ESSENCIAIS
- Inteligência Emocional
• Comunicação
• Relacionamento interpessoal
• Bom humor
• Negociação
• Trabalho em equipe
• Motivação
• Criatividade
FERRAMENTAS DE MARKETING
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Networking
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Sites, blogs, internet
Relacionamento com clientes
Cartão de visita e folder
Relações públicas
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Participar de associações e entidades
Participar de câmaras de comercio
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Oferecer entrevistas e matérias em veículos de comunicação
O MARKETING JURÍDICO E O CÓDIGO DE ÉTICA
Vencer os paradigmas
Encontrar os limites
Explorar as possibilidades
Adequar as ações de marketing ao código
SOBRE O CONSULTOR
Empresário, engenheiro civil, escritor, consultor de empresas e especialista em marketing pessoal e gestão de carreiras.
Ministra freqüentemente cursos e palestras para profissionais liberais, advogados e executivos
Escreve com freqüência artigos para diversas revistas, jornais e portais da internet, sendo colunista das revistas Visão Jurídica, Justilex, Consultor Jurídico, e dos jornais A comarca do mundo jurídico e Mercado e Empregos/MG
Tem artigos publicados nos sites do STJ- Superior Tribunal de Justiça, TJ- Rondônia, OAB- Maranhão, e nos sites Argumentum Jurídico, Damásio de Jesus, Trinolex, Jusvigilantibus, Juristas, e muitos outros.
Possui 25 anos de experiência em marketing e atendimento a clientes
Autor do manual “Marketing Jurídico de Estratégia”
v
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Marketing em Hospitais e Consultórios
A Importância do Relacionamento Humano Para Profissionais da Saúde
Comunicar-se de maneira adequada e desenvolver uma relação de confiança e credibilidade com o cliente-paciente deveria ser um dos principais objetivos do profissional da área de saúde. Uma interação pessoal e profissional adequada não só ajudará a atender as necessidades dos clientes, como será fator decisivo para o sucesso do profissional. Além disto, as pesquisas mostram que um bom relacionamento destes profissionais com seus pacientes têm uma grande influencia positiva no tratamento.
Existem duas condições básicas para que médicos, fisioterapeutas, enfermeiros psicólogos e demais profissionais da área, possam desenvolver sua capacidade de se relacionar adequadamente com os clientes, que são: o conhecimento das necessidades de seus pacientes, e o desenvolvimento de competências pessoais necessárias ao relacionamento interpessoal.
Conhecer as necessidades de seus clientes-pacientes.
Uma das ferramentas que possibilita conhecer melhor as necessidades e expectativas dos clientes-pacientes é a teoria de Maslow.
Abraham Maslow (1908 -1970) foi um psicólogo americano, conhecido pela teoria da “hierarquia das necessidades de Maslow”, onde nos apresenta a seguinte ordem de prioridades em temos de nossas necessidades:
Hierarquia de necessidades segundo Maslow
A-Primeiro, buscamos atender nossas necessidades fisiológicas ou básicas como alimentação, sono, repouso.
B-Em seguida vêm as necessidades de segurança como a busca de proteção contra ameaças, privações e outras.
C-A seguir surgem as necessidades sociais como afeto, relacionamento, amor, etc.
D-No nível seguinte temos necessidades como auto-estima, auto-confiança, necessidade de aceitação pelos outros, status, prestígio, etc.
E-Finalmente, as necessidades mais elevadas que são as de auto-realização de nosso potencial e de desenvolver-se continuamente.
Maslow explica o comportamento de um indivíduo em termos da satisfação destas necessidades. Com isto é possível perceber a força do estímulo de um cliente, baseado no nível de satisfação que já foi atendida, e orientar o relacionamento sempre no sentido de atingir as necessidades ainda não satisfeitas daquele individuo.
Além da teoria de Maslow, é preciso levar em conta também a abordagem que Sigmund Freud (1856 —1939) e seu seguidor Jacques Lacan (1901-1980) apresentaram sobre o assunto. Eles mostraram em seus ensaios que além da satisfação das necessidades existe a demanda interior, que antes de tudo é a expressão do desejo. Isto explica porque muitas pessoas vinculam a satisfação de suas necessidades também a um estado de prazer. Por exemplo, muitos clientes atrelam o ato de comprar não apenas à satisfação de suas necessidades, mas também ao prazer de realizar aquela ação.
Um profissional que orienta o relacionamento com seus pacientes, utilizando estes conceitos, perceberá que existem aspectos subjetivos que podem facilitar o seu trabalho. É preciso entender o contexto social e familiar que vive aquele paciente, o relacionamento particular na família, sua condição social, emocional e financeira, para poder desenvolver um bom atendimento. Além disto, a forma como o relacionamento se estabelece deve gerar um prazer no próprio processo, que também terá papel fundamental no resultado.
Desenvolvimento de competências para o relacionamento interpessoal
Além da habilidade técnica, o profissional precisa desenvolver um conjunto de competências pessoais que facilitarão o relacionamento com os clientes-pacientes, e, em conseqüência, o resultado do atendimento. Capacidade de comunicação e empatia, habilidade de persuasão, e algumas regras básicas de relações humanas, serão fatores essenciais para construir uma forte relação de confiança e credibilidade junto aos clientes.
A primeira grande barreira a superar em um processo de comunicação, é alcançar, desde o inicio, uma empatia com a pessoa com quem estamos interagindo. Esta sintonia ou rapport pode-se conseguir ao assumir uma postura ou comportamento semelhante à pessoa com quem nos relacionamos, seja nos expressando na mesma linguagem utilizada por esta pessoa, seja falando no mesmo tom e ritmo de voz, ou assumindo uma postura semelhante. A este tipo de experiência dá-se o nome de rapport, palavra de origem francesa que significa concordância, afinidade, analogia.
Com relação à comunicação interpessoal, um estudo publicado no respeitado Journal of Counselling Psychology, de 1967 nos Estados Unidos por Mehrabian e Ferris, intitulado “Inference of attitudes from nonverbal communication in two channels”, concluiu o seguinte: que as palavras respondem apenas por 7% do impacto causado na comunicação, 55% pela linguagem corporal - posturas, gestos e contato visual e 38% pelo tom de voz. Ou seja, o profissional precisa saber comunicar-se também de modo não verbal com seus pacientes, pois suas atitudes e tom de voz exercem impactos significativos na forma como conquistam as pessoas.
Tabela de influência da linguagem não verbal na comunicação
Linguagem corporal é responsável por 55% da influência
Tom de voz é responsável por 38% da influência
As palavras são responsáveis por apenas 7% da influência
A capacidade de persuadir, fundamental no relacionamento interpessoal, está intimamente relacionada à utilização de regras de relações humanas. É preciso saber sensibilizar as pessoas buscando atingir o seu lado emocional mais do que sua inteligência racional.
Saber fazer um elogio sincero, dar atenção e mostrar interesse real pelas pessoas e seus problemas, ouvir de fato sua mensagem, certamente criará um forte vinculo no relacionamento com o cliente-paciente.
Dale Carnegie, escritor americano, em seu famoso livro “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas”, nos ensina algumas regras através de citações. Por exemplo, ele afirma: “Se quer tirar mel, não espante a colméia”, se referindo a importância de evitar criticar as pessoas. Além disto, ele insiste na importância de sorrir, quando temos de conquistar a boa vontade de alguém, bem como ser necessário tratar todos pelo nome.
Estas regras são simples e fáceis de aplicar, não só na vida social, mas também no relacionamento com clientes e pacientes. No entanto, em geral, são negligenciadas por profissionais que, com isto, prejudicam a qualidade de seu atendimento e a possibilidade de promover sua carreira.
Mudança de atitude
Acreditamos que o marketing pessoal e a promoção de uma carreira exigem uma mudança de atitude. Em primeiro lugar é preciso utilizar as competências comportamentais, de comunicação e relacionamento interpessoal, que facilitem a interação com os clientes-pacientes, buscando desenvolver em si mesmo e em seus colaboradores estas habilidades.
Além disto, o profissional precisa conhecer o perfil social e psicológico, bem como o contexto familiar de seus pacientes, para usar de maneira útil estas informações conforme a “hierarquia das necessidades” e as expectativas destes clientes.
Desta forma, ao construir uma rede de clientes satisfeitos, que certamente terão prazer em repercutir o bom atendimento junto a pessoas do seu ciclo de amizades, o profissional estará utilizando uma das mais importantes ferramentas de marketing para o seu negócio, que é o relacionamento com seus clientes.
Ari Lima
contato@arilima.com
http://ari-lima.blogspot.com
(31) 9918 1900
Comunicar-se de maneira adequada e desenvolver uma relação de confiança e credibilidade com o cliente-paciente deveria ser um dos principais objetivos do profissional da área de saúde. Uma interação pessoal e profissional adequada não só ajudará a atender as necessidades dos clientes, como será fator decisivo para o sucesso do profissional. Além disto, as pesquisas mostram que um bom relacionamento destes profissionais com seus pacientes têm uma grande influencia positiva no tratamento.
Existem duas condições básicas para que médicos, fisioterapeutas, enfermeiros psicólogos e demais profissionais da área, possam desenvolver sua capacidade de se relacionar adequadamente com os clientes, que são: o conhecimento das necessidades de seus pacientes, e o desenvolvimento de competências pessoais necessárias ao relacionamento interpessoal.
Conhecer as necessidades de seus clientes-pacientes.
Uma das ferramentas que possibilita conhecer melhor as necessidades e expectativas dos clientes-pacientes é a teoria de Maslow.
Abraham Maslow (1908 -1970) foi um psicólogo americano, conhecido pela teoria da “hierarquia das necessidades de Maslow”, onde nos apresenta a seguinte ordem de prioridades em temos de nossas necessidades:
Hierarquia de necessidades segundo Maslow
A-Primeiro, buscamos atender nossas necessidades fisiológicas ou básicas como alimentação, sono, repouso.
B-Em seguida vêm as necessidades de segurança como a busca de proteção contra ameaças, privações e outras.
C-A seguir surgem as necessidades sociais como afeto, relacionamento, amor, etc.
D-No nível seguinte temos necessidades como auto-estima, auto-confiança, necessidade de aceitação pelos outros, status, prestígio, etc.
E-Finalmente, as necessidades mais elevadas que são as de auto-realização de nosso potencial e de desenvolver-se continuamente.
Maslow explica o comportamento de um indivíduo em termos da satisfação destas necessidades. Com isto é possível perceber a força do estímulo de um cliente, baseado no nível de satisfação que já foi atendida, e orientar o relacionamento sempre no sentido de atingir as necessidades ainda não satisfeitas daquele individuo.
Além da teoria de Maslow, é preciso levar em conta também a abordagem que Sigmund Freud (1856 —1939) e seu seguidor Jacques Lacan (1901-1980) apresentaram sobre o assunto. Eles mostraram em seus ensaios que além da satisfação das necessidades existe a demanda interior, que antes de tudo é a expressão do desejo. Isto explica porque muitas pessoas vinculam a satisfação de suas necessidades também a um estado de prazer. Por exemplo, muitos clientes atrelam o ato de comprar não apenas à satisfação de suas necessidades, mas também ao prazer de realizar aquela ação.
Um profissional que orienta o relacionamento com seus pacientes, utilizando estes conceitos, perceberá que existem aspectos subjetivos que podem facilitar o seu trabalho. É preciso entender o contexto social e familiar que vive aquele paciente, o relacionamento particular na família, sua condição social, emocional e financeira, para poder desenvolver um bom atendimento. Além disto, a forma como o relacionamento se estabelece deve gerar um prazer no próprio processo, que também terá papel fundamental no resultado.
Desenvolvimento de competências para o relacionamento interpessoal
Além da habilidade técnica, o profissional precisa desenvolver um conjunto de competências pessoais que facilitarão o relacionamento com os clientes-pacientes, e, em conseqüência, o resultado do atendimento. Capacidade de comunicação e empatia, habilidade de persuasão, e algumas regras básicas de relações humanas, serão fatores essenciais para construir uma forte relação de confiança e credibilidade junto aos clientes.
A primeira grande barreira a superar em um processo de comunicação, é alcançar, desde o inicio, uma empatia com a pessoa com quem estamos interagindo. Esta sintonia ou rapport pode-se conseguir ao assumir uma postura ou comportamento semelhante à pessoa com quem nos relacionamos, seja nos expressando na mesma linguagem utilizada por esta pessoa, seja falando no mesmo tom e ritmo de voz, ou assumindo uma postura semelhante. A este tipo de experiência dá-se o nome de rapport, palavra de origem francesa que significa concordância, afinidade, analogia.
Com relação à comunicação interpessoal, um estudo publicado no respeitado Journal of Counselling Psychology, de 1967 nos Estados Unidos por Mehrabian e Ferris, intitulado “Inference of attitudes from nonverbal communication in two channels”, concluiu o seguinte: que as palavras respondem apenas por 7% do impacto causado na comunicação, 55% pela linguagem corporal - posturas, gestos e contato visual e 38% pelo tom de voz. Ou seja, o profissional precisa saber comunicar-se também de modo não verbal com seus pacientes, pois suas atitudes e tom de voz exercem impactos significativos na forma como conquistam as pessoas.
Tabela de influência da linguagem não verbal na comunicação
Linguagem corporal é responsável por 55% da influência
Tom de voz é responsável por 38% da influência
As palavras são responsáveis por apenas 7% da influência
A capacidade de persuadir, fundamental no relacionamento interpessoal, está intimamente relacionada à utilização de regras de relações humanas. É preciso saber sensibilizar as pessoas buscando atingir o seu lado emocional mais do que sua inteligência racional.
Saber fazer um elogio sincero, dar atenção e mostrar interesse real pelas pessoas e seus problemas, ouvir de fato sua mensagem, certamente criará um forte vinculo no relacionamento com o cliente-paciente.
Dale Carnegie, escritor americano, em seu famoso livro “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas”, nos ensina algumas regras através de citações. Por exemplo, ele afirma: “Se quer tirar mel, não espante a colméia”, se referindo a importância de evitar criticar as pessoas. Além disto, ele insiste na importância de sorrir, quando temos de conquistar a boa vontade de alguém, bem como ser necessário tratar todos pelo nome.
Estas regras são simples e fáceis de aplicar, não só na vida social, mas também no relacionamento com clientes e pacientes. No entanto, em geral, são negligenciadas por profissionais que, com isto, prejudicam a qualidade de seu atendimento e a possibilidade de promover sua carreira.
Mudança de atitude
Acreditamos que o marketing pessoal e a promoção de uma carreira exigem uma mudança de atitude. Em primeiro lugar é preciso utilizar as competências comportamentais, de comunicação e relacionamento interpessoal, que facilitem a interação com os clientes-pacientes, buscando desenvolver em si mesmo e em seus colaboradores estas habilidades.
Além disto, o profissional precisa conhecer o perfil social e psicológico, bem como o contexto familiar de seus pacientes, para usar de maneira útil estas informações conforme a “hierarquia das necessidades” e as expectativas destes clientes.
Desta forma, ao construir uma rede de clientes satisfeitos, que certamente terão prazer em repercutir o bom atendimento junto a pessoas do seu ciclo de amizades, o profissional estará utilizando uma das mais importantes ferramentas de marketing para o seu negócio, que é o relacionamento com seus clientes.
Ari Lima
contato@arilima.com
http://ari-lima.blogspot.com
(31) 9918 1900
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Pílulas de Sabedoria
Pílulas de Sabedoria
“20 Idéias práticas e úteis para turbinar sua carreira”
O sucesso pode ser definido como o resultado da realização pessoal, profissional e social. Não é algo que se possa “comprar na farmácia” e tomar como se fosse um comprimido, esperando apenas o tempo suficiente para fazer efeito. Na verdade o sucesso é o resultado de um processo envolvendo vários fatores que poderão influenciar a vida e a carreira de uma pessoa, e ajudá-la a alcançar esta condição, dependendo do modo com utiliza seus recursos e sua sabedoria.
Sabemos que para alcançá-lo, é preciso preparação, senso de oportunidade, sorte, relacionamentos, audácia, às vezes prudência e em muitas ocasiões boa dose de coragem, entre tantos outros fatores. No entanto, é possível tomarmos algumas “pílulas” de sabedoria profissional para nos ajudar a alcançar o sucesso de maneira mais fácil e rápida. Vejamos algumas delas:
1-Sucesso atrai sucesso - Procure se cercar de pessoas competentes e otimistas que o movam para cima. Fuja dos derrotistas, pois o pessimismo é como uma doença contagiosa que se espalha rapidamente e já matou muitas carreiras promissoras.
2-Elogie as pessoas - Andrew Carnegier, um dos industriais de maior sucesso da história americana, atribuía seu desempenho à capacidade que tinha de motivar homens. Um dos segredos para conseguir a colaboração das pessoas era elogiando-as, tanto em público quanto em particular. Até mesmo após sua morte ele fez questão de elogiar seus assistentes, mandando pôr em sua sepultura: “Aqui jaz um homem que soube ter junto a si homens que eram mais inteligentes que ele”.
3-Seja Pioneiro - Ser inovador é fundamental em um mundo que vive constantes mudanças. Procure estar antenado com a realidade de seu mercado para poder perceber as mudança enquanto elas ocorrem. Procure desenvolver, hoje, as competências que serão essenciais amanhã.
4-Contagie as pessoas - Defenda suas idéias com vigor e paixão, assim elas mobilizarão mais fortemente as pessoas. O entusiasmo melhora o desempenho de toda a equipe.
5-Aprenda a negociar - Se quiser aprender negociação vá à feira livre. Como diz o guru indiano Ram Charam, lá se aprende muitas lições independente do tamanho de sua empresa e de seu cargo.
6-Falar em publico é fundamental – Segundo Reinaldo Polito, professor de expressão verbal, para saber falar em público com sucesso é preciso três coisas: naturalidade, domínio do assunto e paixão pelas idéias defendidas.
7-Saúde é essencial – Cultive a saúde física, mental, social e espiritual para poder se manter produtivo. Não abuse do excesso de trabalho, pois ele comprometerá sua produtividade a longo prazo.
8-Interesse-se pelas pessoas - Ouça com atenção e interesse as pessoas, assim terá sempre feedback. Além disto, ouvir influencia positivamente seu relacionamento interpessoal, sua liderança e sua capacidade de trabalhar em equipe.
9-Invista em networking – Cultive um circulo de relacionamentos e gaste mais tempo com as pessoas, elas é que poderão ajudá-lo a atingir metas e obter resultados satisfatórios, tanto em sua carreira como em sua vida pessoal.
10- Trabalhe com prioridades - Seja organizado e concentre-se no que é essencial. Importante! Não confunda urgente com essencial. “Urgente é aquilo que você não fez em tempo hábil e precisa fazer em tempo recorde”. Organize uma lista de prioridades para o seu dia de trabalho.
11- Cultive a auto-estima - Procure motivos para gostar de si mesmo, a auto-estima nos torna mais felizes e nos prepara melhor para o sucesso. Baixa auto-estima é um dos atributos dos fracassados.
12- Obtenha ajuda – Ninguém consegue alcançar o sucesso sozinho. Procure sempre ter um padrinho ou mentor, alguém com quem possa aprender e que possa lhe ajudar a crescer profissionalmente. Pode ser um professor, colega de trabalho ou alguém mais experiente.
13- Defina seus objetivos – Saiba sempre para onde está indo, tenha sempre objetivos claros, eles são o ponto de referencia e a luz que você seguirá para alcançar o sucesso pessoal e profissional.
14- Aprenda a ser um líder - Uma das grandes qualidades de um líder é sua capacidade de transmitir esperança, ou seja, fazer a equipe acreditar no futuro.
15- Descubra seu lugar ideal - A empresa ideal para se trabalhar não é a que paga melhor, mas aquela que combina melhor com suas características e habilidades pessoais.
16- Seja entusiasta – O entusiasmo é a varinha de condão que eleva sua esperança até as estrelas. É o brilho do seu olhar, o ritmo de seu andar o aperto de sua mão. Aja com entusiasmo e se tornarás entusiasta.
17- Seja comprometido - Comprometa-se com seu trabalho, com sua equipe e com sua empresa, assim você conseguirá melhores resultados e maior reconhecimento.
18-Competências comportamentais – Cada vez mais, as organizações estão valorizando qualidades pessoais como motivação, bom humor, relacionamento interpessoal, liderança e capacidade de desenvolver-se, pois estas são determinantes para o desempenho e o sucesso profissional.
19- Saiba quem é você - O auto-conhecimento é fundamental para o sucesso. Conhecer seus pontos fortes para poder utilizá-los melhor, e seus pontos fracos para poder aprimorá-los é fundamental para o sucesso.
20- Siga um modelo - Procure inspirar-se em alguém que confie e respeite, no desenvolvimento de sua carreira. Modelar pessoas de sucesso nós ajuda a crescer mais rapidamente. Mas não se esqueça de adquirir sua própria personalidade profissional.
Quando dizemos figurativamente que é necessário tomar algumas destas “pílulas” de sabedoria, queremos mostrar que é preciso aprender com as experiências de pessoas que já passaram por inúmeras situações, e aprenderam importantes lições de vida. Muitas destas idéias foram tiradas de livros, outras de especialistas, algumas de autores famosos, outras de renomados homens públicos, mas todas elas têm algo em comum: o bom senso e a obviedade. Às vezes o óbvio só é óbvio quando alguém nos fala. O importante é que são princípios que funcionam de verdade.
Este é o tipo de texto bastante útil para se ter por perto, seja em nossa mesa de cabeceira, na gaveta do escritório, no porta luvas do carro, ou mesmo em nosso bolso. Devemos tê-lo sempre à mão, para nos refrescar a memória, nos estimular a pensar, nos fazer refletir em momentos de dificuldades, dúvidas e incertezas. Boa sorte e bom proveito com nossas “pílulas de sabedoria”.
Ari Lima
visite nosso blog
http://ari-lima.blogspot.com
“20 Idéias práticas e úteis para turbinar sua carreira”
O sucesso pode ser definido como o resultado da realização pessoal, profissional e social. Não é algo que se possa “comprar na farmácia” e tomar como se fosse um comprimido, esperando apenas o tempo suficiente para fazer efeito. Na verdade o sucesso é o resultado de um processo envolvendo vários fatores que poderão influenciar a vida e a carreira de uma pessoa, e ajudá-la a alcançar esta condição, dependendo do modo com utiliza seus recursos e sua sabedoria.
Sabemos que para alcançá-lo, é preciso preparação, senso de oportunidade, sorte, relacionamentos, audácia, às vezes prudência e em muitas ocasiões boa dose de coragem, entre tantos outros fatores. No entanto, é possível tomarmos algumas “pílulas” de sabedoria profissional para nos ajudar a alcançar o sucesso de maneira mais fácil e rápida. Vejamos algumas delas:
1-Sucesso atrai sucesso - Procure se cercar de pessoas competentes e otimistas que o movam para cima. Fuja dos derrotistas, pois o pessimismo é como uma doença contagiosa que se espalha rapidamente e já matou muitas carreiras promissoras.
2-Elogie as pessoas - Andrew Carnegier, um dos industriais de maior sucesso da história americana, atribuía seu desempenho à capacidade que tinha de motivar homens. Um dos segredos para conseguir a colaboração das pessoas era elogiando-as, tanto em público quanto em particular. Até mesmo após sua morte ele fez questão de elogiar seus assistentes, mandando pôr em sua sepultura: “Aqui jaz um homem que soube ter junto a si homens que eram mais inteligentes que ele”.
3-Seja Pioneiro - Ser inovador é fundamental em um mundo que vive constantes mudanças. Procure estar antenado com a realidade de seu mercado para poder perceber as mudança enquanto elas ocorrem. Procure desenvolver, hoje, as competências que serão essenciais amanhã.
4-Contagie as pessoas - Defenda suas idéias com vigor e paixão, assim elas mobilizarão mais fortemente as pessoas. O entusiasmo melhora o desempenho de toda a equipe.
5-Aprenda a negociar - Se quiser aprender negociação vá à feira livre. Como diz o guru indiano Ram Charam, lá se aprende muitas lições independente do tamanho de sua empresa e de seu cargo.
6-Falar em publico é fundamental – Segundo Reinaldo Polito, professor de expressão verbal, para saber falar em público com sucesso é preciso três coisas: naturalidade, domínio do assunto e paixão pelas idéias defendidas.
7-Saúde é essencial – Cultive a saúde física, mental, social e espiritual para poder se manter produtivo. Não abuse do excesso de trabalho, pois ele comprometerá sua produtividade a longo prazo.
8-Interesse-se pelas pessoas - Ouça com atenção e interesse as pessoas, assim terá sempre feedback. Além disto, ouvir influencia positivamente seu relacionamento interpessoal, sua liderança e sua capacidade de trabalhar em equipe.
9-Invista em networking – Cultive um circulo de relacionamentos e gaste mais tempo com as pessoas, elas é que poderão ajudá-lo a atingir metas e obter resultados satisfatórios, tanto em sua carreira como em sua vida pessoal.
10- Trabalhe com prioridades - Seja organizado e concentre-se no que é essencial. Importante! Não confunda urgente com essencial. “Urgente é aquilo que você não fez em tempo hábil e precisa fazer em tempo recorde”. Organize uma lista de prioridades para o seu dia de trabalho.
11- Cultive a auto-estima - Procure motivos para gostar de si mesmo, a auto-estima nos torna mais felizes e nos prepara melhor para o sucesso. Baixa auto-estima é um dos atributos dos fracassados.
12- Obtenha ajuda – Ninguém consegue alcançar o sucesso sozinho. Procure sempre ter um padrinho ou mentor, alguém com quem possa aprender e que possa lhe ajudar a crescer profissionalmente. Pode ser um professor, colega de trabalho ou alguém mais experiente.
13- Defina seus objetivos – Saiba sempre para onde está indo, tenha sempre objetivos claros, eles são o ponto de referencia e a luz que você seguirá para alcançar o sucesso pessoal e profissional.
14- Aprenda a ser um líder - Uma das grandes qualidades de um líder é sua capacidade de transmitir esperança, ou seja, fazer a equipe acreditar no futuro.
15- Descubra seu lugar ideal - A empresa ideal para se trabalhar não é a que paga melhor, mas aquela que combina melhor com suas características e habilidades pessoais.
16- Seja entusiasta – O entusiasmo é a varinha de condão que eleva sua esperança até as estrelas. É o brilho do seu olhar, o ritmo de seu andar o aperto de sua mão. Aja com entusiasmo e se tornarás entusiasta.
17- Seja comprometido - Comprometa-se com seu trabalho, com sua equipe e com sua empresa, assim você conseguirá melhores resultados e maior reconhecimento.
18-Competências comportamentais – Cada vez mais, as organizações estão valorizando qualidades pessoais como motivação, bom humor, relacionamento interpessoal, liderança e capacidade de desenvolver-se, pois estas são determinantes para o desempenho e o sucesso profissional.
19- Saiba quem é você - O auto-conhecimento é fundamental para o sucesso. Conhecer seus pontos fortes para poder utilizá-los melhor, e seus pontos fracos para poder aprimorá-los é fundamental para o sucesso.
20- Siga um modelo - Procure inspirar-se em alguém que confie e respeite, no desenvolvimento de sua carreira. Modelar pessoas de sucesso nós ajuda a crescer mais rapidamente. Mas não se esqueça de adquirir sua própria personalidade profissional.
Quando dizemos figurativamente que é necessário tomar algumas destas “pílulas” de sabedoria, queremos mostrar que é preciso aprender com as experiências de pessoas que já passaram por inúmeras situações, e aprenderam importantes lições de vida. Muitas destas idéias foram tiradas de livros, outras de especialistas, algumas de autores famosos, outras de renomados homens públicos, mas todas elas têm algo em comum: o bom senso e a obviedade. Às vezes o óbvio só é óbvio quando alguém nos fala. O importante é que são princípios que funcionam de verdade.
Este é o tipo de texto bastante útil para se ter por perto, seja em nossa mesa de cabeceira, na gaveta do escritório, no porta luvas do carro, ou mesmo em nosso bolso. Devemos tê-lo sempre à mão, para nos refrescar a memória, nos estimular a pensar, nos fazer refletir em momentos de dificuldades, dúvidas e incertezas. Boa sorte e bom proveito com nossas “pílulas de sabedoria”.
Ari Lima
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sexta-feira, 31 de agosto de 2007
CARPE DIEM
Carpe Diem – Aproveitem o Dia
No belo filme “A sociedade dos poetas mortos”, o prof. John Keating, personagem vivido por Robbin Williams, provoca uma revolução nas mentes e comportamentos de um grupo de estudantes internos de um colégio conservador na década de 50, nos EUA, aos lhes instigar na busca de novas maneiras de ver a vida. Desafia-os a, literalmente, rasgar conceitos ultrapassados, contidos nos livros, e a perceber a vida com poesia, adotando a filosofia contida na frase “Carpe Diem”, ou seja, aproveite o seu dia intensamente.
No contexto da historia, esta é uma atitude nada ortodoxa, por parte do professor que, ao final da trama, acaba expulso da instituição, por representar um “perigo” ao tradicional corpo dirigente do colégio e aos pais de muitos alunos. No entanto, ele consegue “plantar”, na mente do grupo de estudantes a semente desta filosofia, que busca a liberdade de idéias, de comportamentos e na procura da realização pessoal através da uma nova maneira de viver.
Por influência de Keating, eles fundam a “Sociedade dos Poetas Mortos”, grupo que se reúne secretamente às noites, para ler poemas de autores com idéias revolucionárias, bem como fazerem livremente suas poesias e também discutirem idéias, desejos, expectativas e novas formas de alcançarem seus objetivos pessoais.
Mais do que uma frase de efeito, Carpe Diem, é uma espécie de filosofia de vida, onde o revolucionário professor sugere aos seus alunos: “dediquem-se a sugar a essência da vida”.
Esta filosofia pode ser ilustrada com uma antiga história de um senhor de mais de sessenta anos, que havia feito transplante de coração na década de setenta. Na época, estas operações eram raras, e a sobrevida do transplantado incerta. Poucos meses após a operação, ele deu o seguinte depoimento a uma emissora de televisão:
“Estou vivendo a melhor fase de minha vida. Após a operação, os médicos me disseram: aproveite a vida, pois o senhor tanto poderá viver um ano, como um mês ou apenas uma semana. Não podemos garantir nada”.
E prosseguiu: “Hoje, quando acordo, e percebo que ainda estou vivo, encho-me de alegria e agradecimento a deus. Abro a janela de meu quarto e respiro o ar, observo a paisagem, o sol, às nuvens. Sento-me à mesa para tomar café curtindo minha família, ao mesmo tempo em que sinto o aroma do café e o gosto do pão com grande prazer”.
“Cada detalhe de minha vida é importante, e tento senti-la e aproveitá-la como se fosse a ultima vez. Pequenas coisas, como tomar um copo de cerveja, tornam-se um grande acontecimento para mim, e estar com minha esposa e fazer amor é uma experiência inexplicável, pois faço como se fosse a ultima vez. Por isto, minha vida se tornou tão especial após o transplante. Aproveito cada dia como se fosse o ultimo, e eles têm me dado uma satisfação nunca sentida”.
Este depoimento nos faz refletir sobre a necessidade de repensarmos nossa agitada maneira de viver, as prioridades de nossas vidas, deixando de lado aspectos menos relevantes.
De fato, em geral, as pessoas fazem uma grande confusão com os acontecimentos de suas vidas, misturando problemas do trabalho com assuntos pessoais. Ao levarem preocupações de suas vidas particulares para o ambiente profissional elas perdem o foco das atividades que têm de realizar, prejudicando seu desempenho.
Por outro lado, trazem também para suas vidas pessoais tarefas e preocupações do trabalho, gerando desgaste emocional e stress. É o oposto do que pregam filosofias zens, como a yoga e o hinduísmo, que buscam a plenitude espiritual através da concentração e foco na tarefa que se esta realizando no momento.
Vamos citar algumas frases proferidas pelo prof. Keating e instigar o leitor a escrever suas próprias idéias, de acordo com seu contexto pessoal, para serem relembradas diariamente.
“Tornem suas vidas extraordinárias”.
“Colham, enquanto podem, seus brotos e rosas”.
“A velhice vem vindo e esta flor, hoje viçosa, amanhã estará murchando”.
Portanto, precisamos ter consciência que a vida passa. O tempo que passou não voltará jamais, e compete a cada um de nós sentir, perceber, aproveitar e gozar com intensidade cada segundo e minuto, cada momento de nossas vidas da melhor maneira possível. Sozinhos ou junto de quem amamos podemos tornar nossa passagem pela vida um acontecimento especial. Carpe Diem, Aproveitem o Dia.
No belo filme “A sociedade dos poetas mortos”, o prof. John Keating, personagem vivido por Robbin Williams, provoca uma revolução nas mentes e comportamentos de um grupo de estudantes internos de um colégio conservador na década de 50, nos EUA, aos lhes instigar na busca de novas maneiras de ver a vida. Desafia-os a, literalmente, rasgar conceitos ultrapassados, contidos nos livros, e a perceber a vida com poesia, adotando a filosofia contida na frase “Carpe Diem”, ou seja, aproveite o seu dia intensamente.
No contexto da historia, esta é uma atitude nada ortodoxa, por parte do professor que, ao final da trama, acaba expulso da instituição, por representar um “perigo” ao tradicional corpo dirigente do colégio e aos pais de muitos alunos. No entanto, ele consegue “plantar”, na mente do grupo de estudantes a semente desta filosofia, que busca a liberdade de idéias, de comportamentos e na procura da realização pessoal através da uma nova maneira de viver.
Por influência de Keating, eles fundam a “Sociedade dos Poetas Mortos”, grupo que se reúne secretamente às noites, para ler poemas de autores com idéias revolucionárias, bem como fazerem livremente suas poesias e também discutirem idéias, desejos, expectativas e novas formas de alcançarem seus objetivos pessoais.
Mais do que uma frase de efeito, Carpe Diem, é uma espécie de filosofia de vida, onde o revolucionário professor sugere aos seus alunos: “dediquem-se a sugar a essência da vida”.
Esta filosofia pode ser ilustrada com uma antiga história de um senhor de mais de sessenta anos, que havia feito transplante de coração na década de setenta. Na época, estas operações eram raras, e a sobrevida do transplantado incerta. Poucos meses após a operação, ele deu o seguinte depoimento a uma emissora de televisão:
“Estou vivendo a melhor fase de minha vida. Após a operação, os médicos me disseram: aproveite a vida, pois o senhor tanto poderá viver um ano, como um mês ou apenas uma semana. Não podemos garantir nada”.
E prosseguiu: “Hoje, quando acordo, e percebo que ainda estou vivo, encho-me de alegria e agradecimento a deus. Abro a janela de meu quarto e respiro o ar, observo a paisagem, o sol, às nuvens. Sento-me à mesa para tomar café curtindo minha família, ao mesmo tempo em que sinto o aroma do café e o gosto do pão com grande prazer”.
“Cada detalhe de minha vida é importante, e tento senti-la e aproveitá-la como se fosse a ultima vez. Pequenas coisas, como tomar um copo de cerveja, tornam-se um grande acontecimento para mim, e estar com minha esposa e fazer amor é uma experiência inexplicável, pois faço como se fosse a ultima vez. Por isto, minha vida se tornou tão especial após o transplante. Aproveito cada dia como se fosse o ultimo, e eles têm me dado uma satisfação nunca sentida”.
Este depoimento nos faz refletir sobre a necessidade de repensarmos nossa agitada maneira de viver, as prioridades de nossas vidas, deixando de lado aspectos menos relevantes.
De fato, em geral, as pessoas fazem uma grande confusão com os acontecimentos de suas vidas, misturando problemas do trabalho com assuntos pessoais. Ao levarem preocupações de suas vidas particulares para o ambiente profissional elas perdem o foco das atividades que têm de realizar, prejudicando seu desempenho.
Por outro lado, trazem também para suas vidas pessoais tarefas e preocupações do trabalho, gerando desgaste emocional e stress. É o oposto do que pregam filosofias zens, como a yoga e o hinduísmo, que buscam a plenitude espiritual através da concentração e foco na tarefa que se esta realizando no momento.
Vamos citar algumas frases proferidas pelo prof. Keating e instigar o leitor a escrever suas próprias idéias, de acordo com seu contexto pessoal, para serem relembradas diariamente.
“Tornem suas vidas extraordinárias”.
“Colham, enquanto podem, seus brotos e rosas”.
“A velhice vem vindo e esta flor, hoje viçosa, amanhã estará murchando”.
Portanto, precisamos ter consciência que a vida passa. O tempo que passou não voltará jamais, e compete a cada um de nós sentir, perceber, aproveitar e gozar com intensidade cada segundo e minuto, cada momento de nossas vidas da melhor maneira possível. Sozinhos ou junto de quem amamos podemos tornar nossa passagem pela vida um acontecimento especial. Carpe Diem, Aproveitem o Dia.
quinta-feira, 26 de julho de 2007
A Parábola do Velho Lenhador
A Parábola do Velho Lenhador
Certa vez, um velho lenhador, conhecido por sempre vencer os torneios que participava, foi desafiado por um outro lenhador jovem e forte para uma disputa. A competição chamou a atenção de todos os moradores da localidade. Muitos acreditavam que finalmente o velho perderia a condição de campeão dos lenhadores, em função da grande vantagem física do jovem desafiante.
No dia marcado, os dois competidores começaram a disputa, na qual o jovem se entregou com grande energia e convicto de que seria o novo campeão. De tempos em tempos olhava para o velho e, às vezes, percebia que ele estava sentado. Pensou que o adversário estava velho demais para a disputa, e continuou cortando lenha com todo vigor.
Ao final do prazo estipulado para a competição, foram medir a produtividade dos dois lenhadores e pasmem! O velho vencera novamente, por larga margem, aquele jovem e forte lenhador.
Intrigado, o moço questionou o velho:
- Não entendo, muitas das vezes quando eu olhei para o senhor, durante a competição, notei que estava sentando, descansando, e, no entanto, conseguiu cortar muito mais lenha do que eu, como pode!!
- Engano seu! Disse o velho. Quando você me via sentado, na verdade, eu estava amolando meu machado. E percebi que você usava muita força e obtinha pouco resultado.
Esta parábola nos ensina uma importante lição que podemos aplicar enquanto profissionais: muitas pessoas acreditam que apenas o conhecimento técnico é suficiente para vencer os desafios do dia a dia nas empresas. No entanto, é preciso muito mais do que isto. Assim como o lenhador que acreditava que sua jovialidade e força física eram suficientes, muitos profissionais também acreditam que apenas a competência técnica seja suficiente para realizar suas tarefas na organização.
Como o velho lenhador que “sabia” ser necessário amolar seu machado periodicamente, para desempenhar sua tarefa com sucesso, o profissional eficaz entende que é necessário um conjunto de outras habilidades para fazer com que seu conhecimento técnico possa ser útil a organização. Ele precisará também “amolar o machado” todos os dias.
No caso do profissional eficaz, “amolar o machado” significa trabalhar motivado e bem humorado. Comunicar-se de maneira adequada, e desenvolver um relacionamento interpessoal com todos: gerentes, colegas de trabalho, fornecedores e clientes, de forma a conseguir boa vontade e cooperação para que o trabalho seja realizado. Usar a criatividade para inovar, buscando continuamente novas e melhores soluções para os problemas que surgem no dia a dia.
Assim como um machado bem amolado faz com que a força de um lenhador se torne muito mais eficaz no processo de cortar madeira, estes comportamentos citados, certamente ajudarão a tornar muito mais útil e eficaz o conhecimento técnico dentro de uma organização.
Muitas organizações ainda buscam contratar profissionais baseando sua análise apenas no currículo e numa breve entrevista de emprego, que muitas vezes, não consegue avaliar realmente a capacidade de “amolar o machado” deste profissional.
No entanto, é possível identificar as habilidades comportamentais de um profissional, medir sua capacidade de desempenhar as funções técnicas e presumir como ele utiliza estas habilidades consigo e com os demais membros de uma organização.
Também os profissionais precisam desenvolver estas habilidades. Existem muitas escolas técnicas e universidades que podem prepará-los de maneira adequada, sob o ponto de vista técnico. Entretanto, de pouco utilidade estes conhecimentos lhe servirão, caso este profissional não desenvolva, paralelamente as suas habilidades técnicas, as competências comportamentais como: relacionamento interpessoal, auto-motivação, criatividade e capacidade de trabalhar em equipe, dentre outras.
Por isto, tanto os profissionais quanto as empresas precisam entender a importância de “amolar o machado”, para fazer com que os conhecimentos e habilidades técnicas possam ser aproveitados de maneira adequada por profissionais motivados, bem humorados e habilidosos no trato com as pessoas.
Ari Lima
Visite o blog http://www.ari-lima.blogspot.com/
Certa vez, um velho lenhador, conhecido por sempre vencer os torneios que participava, foi desafiado por um outro lenhador jovem e forte para uma disputa. A competição chamou a atenção de todos os moradores da localidade. Muitos acreditavam que finalmente o velho perderia a condição de campeão dos lenhadores, em função da grande vantagem física do jovem desafiante.
No dia marcado, os dois competidores começaram a disputa, na qual o jovem se entregou com grande energia e convicto de que seria o novo campeão. De tempos em tempos olhava para o velho e, às vezes, percebia que ele estava sentado. Pensou que o adversário estava velho demais para a disputa, e continuou cortando lenha com todo vigor.
Ao final do prazo estipulado para a competição, foram medir a produtividade dos dois lenhadores e pasmem! O velho vencera novamente, por larga margem, aquele jovem e forte lenhador.
Intrigado, o moço questionou o velho:
- Não entendo, muitas das vezes quando eu olhei para o senhor, durante a competição, notei que estava sentando, descansando, e, no entanto, conseguiu cortar muito mais lenha do que eu, como pode!!
- Engano seu! Disse o velho. Quando você me via sentado, na verdade, eu estava amolando meu machado. E percebi que você usava muita força e obtinha pouco resultado.
Esta parábola nos ensina uma importante lição que podemos aplicar enquanto profissionais: muitas pessoas acreditam que apenas o conhecimento técnico é suficiente para vencer os desafios do dia a dia nas empresas. No entanto, é preciso muito mais do que isto. Assim como o lenhador que acreditava que sua jovialidade e força física eram suficientes, muitos profissionais também acreditam que apenas a competência técnica seja suficiente para realizar suas tarefas na organização.
Como o velho lenhador que “sabia” ser necessário amolar seu machado periodicamente, para desempenhar sua tarefa com sucesso, o profissional eficaz entende que é necessário um conjunto de outras habilidades para fazer com que seu conhecimento técnico possa ser útil a organização. Ele precisará também “amolar o machado” todos os dias.
No caso do profissional eficaz, “amolar o machado” significa trabalhar motivado e bem humorado. Comunicar-se de maneira adequada, e desenvolver um relacionamento interpessoal com todos: gerentes, colegas de trabalho, fornecedores e clientes, de forma a conseguir boa vontade e cooperação para que o trabalho seja realizado. Usar a criatividade para inovar, buscando continuamente novas e melhores soluções para os problemas que surgem no dia a dia.
Assim como um machado bem amolado faz com que a força de um lenhador se torne muito mais eficaz no processo de cortar madeira, estes comportamentos citados, certamente ajudarão a tornar muito mais útil e eficaz o conhecimento técnico dentro de uma organização.
Muitas organizações ainda buscam contratar profissionais baseando sua análise apenas no currículo e numa breve entrevista de emprego, que muitas vezes, não consegue avaliar realmente a capacidade de “amolar o machado” deste profissional.
No entanto, é possível identificar as habilidades comportamentais de um profissional, medir sua capacidade de desempenhar as funções técnicas e presumir como ele utiliza estas habilidades consigo e com os demais membros de uma organização.
Também os profissionais precisam desenvolver estas habilidades. Existem muitas escolas técnicas e universidades que podem prepará-los de maneira adequada, sob o ponto de vista técnico. Entretanto, de pouco utilidade estes conhecimentos lhe servirão, caso este profissional não desenvolva, paralelamente as suas habilidades técnicas, as competências comportamentais como: relacionamento interpessoal, auto-motivação, criatividade e capacidade de trabalhar em equipe, dentre outras.
Por isto, tanto os profissionais quanto as empresas precisam entender a importância de “amolar o machado”, para fazer com que os conhecimentos e habilidades técnicas possam ser aproveitados de maneira adequada por profissionais motivados, bem humorados e habilidosos no trato com as pessoas.
Ari Lima
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segunda-feira, 16 de julho de 2007
LIÇÕES DA MCDONALD'S NA GESTÃO DE CARREIRA
Lições da McDonald’s na Gestão de Carreira
No ano de 1954, Ray Kroc, um anônimo vendedor de máquinas de milk shakes, entra numa lanchonete em San Bernardino, Califórnia, EUA, para entregar aos irmãos McDonald’s, Dick e Mac, duas destas máquinas, e o mundo dos negócios nunca mais seria o mesmo. Ali começa uma revolução na maneira de fazer negócios, que se espalharia por todos os continentes nas próximas décadas, criando uma indústria bilionária.
Para melhor compreensão, é necessário entender o contexto em que se deu este encontro. Ray Kroc, aos 52 anos, estava vivendo uma péssima fase em seu negócio de vendas de Multimixers, e ansiava por encontrar novas oportunidades de negócios. Conheceu, então, os irmãos McDonald’s e percebeu que eles haviam criado uma lanchonete “diferente”, que fazia enorme sucesso naquela localidade pela qualidade dos serviços, dos hambúrgueres e na rapidez com que atendiam seus fregueses.
Ray Kroc logo entendeu que aquele modelo poderia ser expandido com sucesso para outras localidades, e convenceu os irmãos McDonald’s a lhe vender o direito de comercializar a marca e as idéias daquele protótipo de lanchonete.
Assim, podemos extrair a primeira lição de sua trajetória de sucesso:
Lição número 1: esteja atento às oportunidades de negócios.
As dificuldades de Ray Kroc eram enormes, pois ele estava praticamente falido, e somente uma grande dose de motivação poderia manter seu entusiasmo para levar avante o projeto de desenvolver a franquia daquele novo tipo de lanchonete.
Lição número 2: capacidade de auto-motivação é uma competência essencial para o sucesso.
Como ele não tinha recursos para investir numa cadeia de lanchonetes, teve de utilizar o sistema de franquia, que nunca fora tentado antes neste tipo de comércio varejista, portanto, foi uma inovação da parte de Ray Kroc utilizar esta forma de expansão para os negócios da McDonald’s.
Lição número 3: criatividade e inovação são competências essenciais para gestão de um negócio de sucesso.
John F. Love, autor do livro “McDonald’s A verdadeira história do sucesso”, (Editora Bertrand, 1987), nos apresenta um profundo relato da trajetória desta corporação bilionária desde sua fundação pelas mãos do lendário Ray Kroc, até a data da publicação do livro, quando a companhia já contava com 9.300 restaurantes em 42 países, e tinha servido até aquele ano 55 bilhões de hambúrgueres. A McDonald’s é a maior compradora de carne bovina dos EUA, e a maior proprietária mundial de imóveis comerciais. Certamente, hoje estes números são mais impressionantes ainda.
Ao entrevistar diretores da empresa que conviveram com Ray Kroc desde os primeiros tempos, John Love aponta algumas características do estilo deste empreendedor que nunca concluiu os estudos, abandonando-os no ensino secundário.
Segundo Fred Turner, à época presidente da companhia, Ray Kroc tinha algumas características bastante acentuadas, que foram determinantes para o sucesso da empresa como um todo. Ele tinha uma enorme fé e sonhava com o sucesso da empresa a longo prazo, chegando a aconselhar aos colaboradores: “concentrem-se em fazer um bom trabalho e não em ganhar dinheiro, pois, se trabalharem duro e gostarem de seu trabalho, os problemas de dinheiro se resolverão por si”.
Lição número 4: ter objetivos e acreditar em um sonho.
Outra característica apontada no fundador da McDonald’s era sua enorme capacidade de se comunicar. Tinha grande carisma, e quando fazia apresentações para grupos de franqueados, clientes ou funcionários deixava todos entusiasmados com o futuro da empresa.
Lição número 5: desenvolva uma comunicação eficaz.
Por mais estranho que possa parecer, Ray Kroc só começou a receber salário da companhia após sete anos de sua fundação, neste meio tempo vivia precariamente das vendas de máquinas de milk shakes. No entanto, era um homem bem humorado e passava sempre um ar de felicidade segundo seus colaboradores.
Lição número 6: conserve o bom humor para manter você e sua equipe motivados.
“Se uma corporação tem dois executivos que pensam da mesma maneira, um deles e desnecessário”. Foi com esta afirmação que Ray Kroc respondeu a uma pergunta feita por um assistente, durante uma apresentação, sobre a tolerância às divergências de opiniões na empresa. Uma grande competência que ele tinha era a capacidade de obter o melhor desempenho possível das pessoas, bem como fazê-las trabalhar em equipe.
Lição número 7: obtenha o melhor das pessoas e trabalhe em equipe.
Uma das maiores dificuldades encontradas na McDonald’s, nos primeiros tempos, foi conseguir que os novos franqueados mantivessem o mesmo padrão de qualidade que a lanchonete protótipo, criada para servir de modelo. Haviam muitos franqueados que não respeitavam as normas e apresentavam padrão de qualidade inferior. A persistência de Ray Kroc em perseguir aquele padrão de qualidade foi essencial para o sucesso e tornou-se a marca registrada da empresa.
Lição número 8: seja persistente em seus propósitos, mantenha-se firme mesmo diante de adversidades, que no fim serão vencidas.
Um traço marcante na personalidade de Ray Kroc era sua flexibilidade como ser humano. Conseguia trabalhar com pessoas diferentes, personalidades diferentes, “humores” diferentes. Mantinha seu otimismo diante das dificuldades. Convivia com profissionais cuja personalidade e maneira de ser eram incompatíveis com as suas, no entanto, sabia suportar estas diferenças, muitas vezes encontrando formas inusitadas de desabafar, para conseguir manter homens e mulheres competentes em sua organização.
Lição número 9: seja uma pessoa flexível, para poder conviver com os opostos em uma organização.
Finalmente, gostaria de destacar o otimismo e a capacidade de defender suas idéias com emoção deste empreendedor, que conseguia com isto conquistar uma legião de seguidores. Ray Kroc tornou-se um líder carismático por colocar paixão no seu trabalho.
Lição número 10: desenvolva seu trabalho com otimismo, emoção e paixão, que assim obterá êxito.
O objetivo deste texto não foi contar a história da McDonald’s, cuja fama dispensa apresentações em todo o mundo, nem resgatar o nome de seu fundador, Ray Kroc, como um modelo de executivo a ser seguido por profissionais que buscam o sucesso. Nosso objetivo foi extrair lições para a gestão de carreira da trajetória fantástica deste homem, que aos 52 anos de idade, em que muitos já estão pensando na aposentadoria, iniciou uma verdadeira epopéia no mundo dos negócios e transformou uma idéia brilhante em um negócio bilionário.
Ari Lima
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No ano de 1954, Ray Kroc, um anônimo vendedor de máquinas de milk shakes, entra numa lanchonete em San Bernardino, Califórnia, EUA, para entregar aos irmãos McDonald’s, Dick e Mac, duas destas máquinas, e o mundo dos negócios nunca mais seria o mesmo. Ali começa uma revolução na maneira de fazer negócios, que se espalharia por todos os continentes nas próximas décadas, criando uma indústria bilionária.
Para melhor compreensão, é necessário entender o contexto em que se deu este encontro. Ray Kroc, aos 52 anos, estava vivendo uma péssima fase em seu negócio de vendas de Multimixers, e ansiava por encontrar novas oportunidades de negócios. Conheceu, então, os irmãos McDonald’s e percebeu que eles haviam criado uma lanchonete “diferente”, que fazia enorme sucesso naquela localidade pela qualidade dos serviços, dos hambúrgueres e na rapidez com que atendiam seus fregueses.
Ray Kroc logo entendeu que aquele modelo poderia ser expandido com sucesso para outras localidades, e convenceu os irmãos McDonald’s a lhe vender o direito de comercializar a marca e as idéias daquele protótipo de lanchonete.
Assim, podemos extrair a primeira lição de sua trajetória de sucesso:
Lição número 1: esteja atento às oportunidades de negócios.
As dificuldades de Ray Kroc eram enormes, pois ele estava praticamente falido, e somente uma grande dose de motivação poderia manter seu entusiasmo para levar avante o projeto de desenvolver a franquia daquele novo tipo de lanchonete.
Lição número 2: capacidade de auto-motivação é uma competência essencial para o sucesso.
Como ele não tinha recursos para investir numa cadeia de lanchonetes, teve de utilizar o sistema de franquia, que nunca fora tentado antes neste tipo de comércio varejista, portanto, foi uma inovação da parte de Ray Kroc utilizar esta forma de expansão para os negócios da McDonald’s.
Lição número 3: criatividade e inovação são competências essenciais para gestão de um negócio de sucesso.
John F. Love, autor do livro “McDonald’s A verdadeira história do sucesso”, (Editora Bertrand, 1987), nos apresenta um profundo relato da trajetória desta corporação bilionária desde sua fundação pelas mãos do lendário Ray Kroc, até a data da publicação do livro, quando a companhia já contava com 9.300 restaurantes em 42 países, e tinha servido até aquele ano 55 bilhões de hambúrgueres. A McDonald’s é a maior compradora de carne bovina dos EUA, e a maior proprietária mundial de imóveis comerciais. Certamente, hoje estes números são mais impressionantes ainda.
Ao entrevistar diretores da empresa que conviveram com Ray Kroc desde os primeiros tempos, John Love aponta algumas características do estilo deste empreendedor que nunca concluiu os estudos, abandonando-os no ensino secundário.
Segundo Fred Turner, à época presidente da companhia, Ray Kroc tinha algumas características bastante acentuadas, que foram determinantes para o sucesso da empresa como um todo. Ele tinha uma enorme fé e sonhava com o sucesso da empresa a longo prazo, chegando a aconselhar aos colaboradores: “concentrem-se em fazer um bom trabalho e não em ganhar dinheiro, pois, se trabalharem duro e gostarem de seu trabalho, os problemas de dinheiro se resolverão por si”.
Lição número 4: ter objetivos e acreditar em um sonho.
Outra característica apontada no fundador da McDonald’s era sua enorme capacidade de se comunicar. Tinha grande carisma, e quando fazia apresentações para grupos de franqueados, clientes ou funcionários deixava todos entusiasmados com o futuro da empresa.
Lição número 5: desenvolva uma comunicação eficaz.
Por mais estranho que possa parecer, Ray Kroc só começou a receber salário da companhia após sete anos de sua fundação, neste meio tempo vivia precariamente das vendas de máquinas de milk shakes. No entanto, era um homem bem humorado e passava sempre um ar de felicidade segundo seus colaboradores.
Lição número 6: conserve o bom humor para manter você e sua equipe motivados.
“Se uma corporação tem dois executivos que pensam da mesma maneira, um deles e desnecessário”. Foi com esta afirmação que Ray Kroc respondeu a uma pergunta feita por um assistente, durante uma apresentação, sobre a tolerância às divergências de opiniões na empresa. Uma grande competência que ele tinha era a capacidade de obter o melhor desempenho possível das pessoas, bem como fazê-las trabalhar em equipe.
Lição número 7: obtenha o melhor das pessoas e trabalhe em equipe.
Uma das maiores dificuldades encontradas na McDonald’s, nos primeiros tempos, foi conseguir que os novos franqueados mantivessem o mesmo padrão de qualidade que a lanchonete protótipo, criada para servir de modelo. Haviam muitos franqueados que não respeitavam as normas e apresentavam padrão de qualidade inferior. A persistência de Ray Kroc em perseguir aquele padrão de qualidade foi essencial para o sucesso e tornou-se a marca registrada da empresa.
Lição número 8: seja persistente em seus propósitos, mantenha-se firme mesmo diante de adversidades, que no fim serão vencidas.
Um traço marcante na personalidade de Ray Kroc era sua flexibilidade como ser humano. Conseguia trabalhar com pessoas diferentes, personalidades diferentes, “humores” diferentes. Mantinha seu otimismo diante das dificuldades. Convivia com profissionais cuja personalidade e maneira de ser eram incompatíveis com as suas, no entanto, sabia suportar estas diferenças, muitas vezes encontrando formas inusitadas de desabafar, para conseguir manter homens e mulheres competentes em sua organização.
Lição número 9: seja uma pessoa flexível, para poder conviver com os opostos em uma organização.
Finalmente, gostaria de destacar o otimismo e a capacidade de defender suas idéias com emoção deste empreendedor, que conseguia com isto conquistar uma legião de seguidores. Ray Kroc tornou-se um líder carismático por colocar paixão no seu trabalho.
Lição número 10: desenvolva seu trabalho com otimismo, emoção e paixão, que assim obterá êxito.
O objetivo deste texto não foi contar a história da McDonald’s, cuja fama dispensa apresentações em todo o mundo, nem resgatar o nome de seu fundador, Ray Kroc, como um modelo de executivo a ser seguido por profissionais que buscam o sucesso. Nosso objetivo foi extrair lições para a gestão de carreira da trajetória fantástica deste homem, que aos 52 anos de idade, em que muitos já estão pensando na aposentadoria, iniciou uma verdadeira epopéia no mundo dos negócios e transformou uma idéia brilhante em um negócio bilionário.
Ari Lima
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domingo, 15 de julho de 2007
COMPORTAMENTOS PREJUDICIOAIS ÀS ORGANIZAÇÕES
Comportamentos Prejudiciais às Organizações
Existe uma questão muito séria e muito grave a ser enfrentada pelas empresas, sejam estas grandes ou pequenas, públicas ou privadas.Todas estão sujeitas a serem vítimas dos transtornos causados por funcionários que, ao contrário de serem úteis a estas entidades, na verdade, podem provocar dificuldades ou graves problemas.
Como um vírus que penetra num organismo e chega a causar diversos males e até a morte. Um profissional problemático pode levar um departamento ou uma empresa inteira a padecer de enorme dificuldade organizacional, desunindo equipes de trabalho, gerando intrigas e discórdia, expondo informações confidenciais, perseguindo colegas de trabalho ou subordinados e gerando baixa produtividade, desmotivação e prejuízo financeiro.
Quais são estes profissionais problemáticos? Como identificá-los e como lidar com eles? Estas são perguntas essenciais, que toda organização deveria fazer, e a partir daí procurar as respostas, para evitar a ocorrência de tantos conflitos graves e desnecessários.
Conviver com estes profissionais, que são verdadeiros “inimigos” das organizações, é um estorvo. Numa metáfora esportiva eles são aqueles jogadores que fazem “gol contra” todo o tempo e se tornam um sacrifício extra para as empresas, que têm que conviver com os desafios próprios do negócio como a concorrência de mercado, o atendimento às exigências de clientes e as necessidades organizacionais
É necessário enfrentar este grave problema através de três procedimentos:
· conhecer o perfil destes funcionários problemáticos;
· saber como identificá-los nas organizações;
· aprender a lidar com eles de maneira adequada.
Estes profissionais inadequados podem ser encontrados em qualquer nível nas empresas, desde a direção, passando pelas médias gerências, até a base da pirâmide organizacional. É famosa a perseguição, ocorrida no final dos anos 70, em que o então presidente da Ford Motor Company, Henry Ford II, neto do fundador da Ford e presidente do conselho, contra o então presidente executivo da empresa, o lendário Lee Iacocca, que depois se tornou também presidente da Chrysler, salvando esta empresa da falência.
Em sua autobiografia, Iacocca relata um processo de anos de perseguição sofrida por ele, executado por Henry Ford II, que culminou num processo de investigação que consumiu centenas de milhares de dólares, desgastes para a companhia e culminou com a demissão de Lee Iacocca e em seguida com a aposentadoria do próprio Henry Ford II, cujo processo de investigação pelas acusações apontadas não resultou em nenhuma prova concreta. Segundo Iacocca, os desacertos emocionais de Henry Ford II o faziam perseguir pessoas dentro da organização de forma impiedosa até demiti-las sumariamente.
Recentemente, outro escândalo que teve repercussões internacionais foi a briga entre Carly Fiorina, ex-mulher mais poderosa do mundo dos negócios e ex-presidente da Hewlett-Packard (HP), bilionária empresa de tecnologia, e dois ex-membros do conselho de administração, Jay Keyworth e Tom Perkins, que foi parar nas páginas do Wall Street Journal. Esta matéria foi publicada na revista Exame (edição 879, outubro de 2006).
A ex-presidente da HP, publicou uma biografia explosiva, denunciando as perseguições sofridas por parte dos ex-diretores da empresa, onde revela os processos de intrigas que envenenaram a elite de uma grande corporação. Existe inclusive um processo na justiça americana com 14 acusações que vão desde grampeamento ilegal de telefones a espionagem de e-mails.
O desdobramento destes tipos de comportamentos inadequados é o assédio moral, que pode resultar em processo indenizatório contra a empresa, desmotivação e baixa produtividade. Muitas destas intrigas resultam em humilhações, exposição do trabalhador a condições degradantes, comprometimento da saúde, demissão forçada e desemprego.
As características apontadas a seguir são encontradas, em maior ou menor grau, em todas as pessoas, todavia, existem aquelas que apresentam estes comportamentos num nível exacerbado, o que caracteriza grave distorção. São as conseqüências destes excessos que serão tratadas no presente texto.
A seguir, vamos descrever os principais tipos, as características para identificá-los e sugerir algumas soluções para lidar com eles.
Tipo 1 – O insatisfeito
Comportamento encontrado em ambos os sexos, sendo mais freqüente nas mulheres. São pessoas que costumam reclamar excessivamente, gostam de apontar falhas nos outros e culpam a todos, chefes e colegas de trabalho, pelas falhas, nunca admitindo seus próprios erros.
Sob uma falsa postura submissa, na verdade, são pessoas autoritárias e têm problemas de aceitar hierarquia e autoridade, fazendo muitas intrigas. São muito emocionais, choram com facilidade e têm tendência a fazer “tempestade” em copo d’água.
Estão sempre se passando por vítimas. Apresentam dificuldade de relacionamento interpessoal por serem excessivamente críticas. Apesar de serem extrovertidas, não trabalham bem em equipe.
Características mais marcantes:
reclamam excessivamente;
provocam intrigas;
são críticas;
são emotivas;
têm dificuldade de relacionamento;
falam excessivamente.
Tipo 2 – O controlador
Este comportamento é mais freqüente em homens. Normalmente são pessoas excessivamente organizadas, presas a detalhes e perfeccionistas. Nas empresas, são profissionais eficientes, porém, não eficazes, pois gastam esforço e tempo realizando com “perfeição” tarefas que nem precisariam estar sendo realizadas.
Têm dificuldade de relacionamento, de liderança e de trabalho em equipe. Não delegam tarefas e exigem perfeição de todos. Geralmente são introspectivos e muitas vezes depressivos.
Características marcantes:
excesso de organização;
perfeccionistas;
dificuldade de delegar;
introspectivos.
Tipo 3 – O manipulador
Este comportamento tanto é encontrado em homens quanto nas mulheres. São pessoas normalmente inteligentes, sedutoras e comunicativas. Utilizam estas habilidades para envolver as pessoas e atingir seus objetivos pessoais, valendo qualquer coisa para realizar seus propósitos.
Estes profissionais costumam ser vistos com “bons olhos” pelas organizações, pois passam a idéia de serem competentes. Costumam conquistar posição de chefia, uma vez que são líderes carismáticos e articulados.
São um dos tipos mais perigosos para as organizações, em razão de terem grande poder de persuasão e influência. São egoístas e seus objetivos nem sempre estão de acordo com os da organização, neste caso, não têm o menor constrangimento em prejudicar a empresa e seus colegas de trabalho, se isto servir a seus interesses.
Características marcantes:
sedutores;
habilidosos com as pessoas;
destemido;
frios e calculistas;
egoístas.
Tipo 4 – O paranóico
Comportamento comum tanto em homens como em mulheres. São pessoas com manias de perseguição, megalomaníacas e provocam intrigas e confusão. Têm dificuldades sociais e de relacionamento. Suas histórias normalmente são bem construídas e elaboradas, por isto as pessoas desavisadas acreditam facilmente em suas invenções.
Estas pessoas têm grande disposição para gerar conflitos, por isto seu comportamento normalmente cria desunião e desmotivação nos setores em que trabalham. Acreditam de fato que todos os perseguem, conseqüentemente, é praticamente impossível manter a harmonia com estas pessoas.
Características marcantes:
mania de perseguição;
megalomania;
provocam intrigas e confusão;
grande disposição para conflitos;
criam histórias bem construídas que levam todos a acreditar que são verdadeiras.
Tipo 5 – O instável
Tanto homens quanto mulheres são passíveis de apresentar este comportamento. São pessoas que mudam de maneira freqüente e radical seus estados de espíritos. Oscilam entre a euforia e a depressão sem motivo aparente ou relevante. Suas instabilidades geram desconforto para todos que convivem com este profissional na organização.
Apresentam produtividade variável, em função do estado psicológico em que se encontram. Têm dificuldades de relacionamentos estáveis.
Características marcantes:
mudança de humor freqüente;
tendência a depressão;
dificuldade de relacionamentos estáveis.
Tipo 5 – O excêntrico
Características que incidem tanto em homens quanto nas mulheres. São pessoas com comportamento estranho, anti-social, demonstrando atitudes esquisitas e são introspectivos. Costumam imaginar coisas.
Dentro das organizações elas têm dificuldade de socialização e adaptação, e por isto não trabalham bem em equipe, nem têm condições de assumir responsabilidade de chefia. Seu comportamento excêntrico e, às vezes, até bizarro, acaba por torná-las pessoas diferentes das demais, isolando-as mais ainda.
Características marcantes:
pessoas excêntricas;
comportamentos estranhos;
anti-social;
dificuldade de adaptação;
introspectivos.
Como as organizações podem lidar com estes profissionais
É preciso que os responsáveis pelo setor de Recursos Humanos das organizações compreendam que dificilmente poderão mudar estas pessoas, portanto, é necessário identificar estes profissionais problemáticos e fazer uma avaliação do nível de desajuste em seus comportamentos.
Deve-se pensar na possibilidade de manter estes profissionais dentro das empresas, entretanto, apenas se o nível de comprometimento for aceitável, e, mesmo assim, é preciso atenção, acompanhamento e até tratamento se necessário.
É preciso ter consciência que todos estes funcionários são extremamente trabalhosos para as organizações, e uma das conseqüências destes comportamentos é a ocorrência constante de conflitos e intrigas. A empresa não pode fazer “vista grossa” para esta situação, pelo contrário, deve administrar estes conflitos. Assim, evitará perder produtividade e talentos, pois muitos profissionais competentes não conseguirão conviver com eles, e buscarão sair da organização em função dos conflitos e intrigas causados pelos funcionários problemas.
Portanto, sugerimos que todas as empresas pensem neste problema como um assunto estratégico a ser resolvido. É possível buscar diversos tipos de soluções, seja adequando estas pessoas às funções mais compatíveis com seus comportamentos, seja sugerindo encaminhamento para um possível tratamento, seja desligando estas pessoas da corporação. A única atitude que não é passível de aceitação é a manutenção destes profissionais dentro das organizações, criando conflitos e prejudicando aos colegas de trabalho e à empresa como um todo.
Ari Lima
Visite o blog http://marketingpessoalbrasil.blogspot.com/
Existe uma questão muito séria e muito grave a ser enfrentada pelas empresas, sejam estas grandes ou pequenas, públicas ou privadas.Todas estão sujeitas a serem vítimas dos transtornos causados por funcionários que, ao contrário de serem úteis a estas entidades, na verdade, podem provocar dificuldades ou graves problemas.
Como um vírus que penetra num organismo e chega a causar diversos males e até a morte. Um profissional problemático pode levar um departamento ou uma empresa inteira a padecer de enorme dificuldade organizacional, desunindo equipes de trabalho, gerando intrigas e discórdia, expondo informações confidenciais, perseguindo colegas de trabalho ou subordinados e gerando baixa produtividade, desmotivação e prejuízo financeiro.
Quais são estes profissionais problemáticos? Como identificá-los e como lidar com eles? Estas são perguntas essenciais, que toda organização deveria fazer, e a partir daí procurar as respostas, para evitar a ocorrência de tantos conflitos graves e desnecessários.
Conviver com estes profissionais, que são verdadeiros “inimigos” das organizações, é um estorvo. Numa metáfora esportiva eles são aqueles jogadores que fazem “gol contra” todo o tempo e se tornam um sacrifício extra para as empresas, que têm que conviver com os desafios próprios do negócio como a concorrência de mercado, o atendimento às exigências de clientes e as necessidades organizacionais
É necessário enfrentar este grave problema através de três procedimentos:
· conhecer o perfil destes funcionários problemáticos;
· saber como identificá-los nas organizações;
· aprender a lidar com eles de maneira adequada.
Estes profissionais inadequados podem ser encontrados em qualquer nível nas empresas, desde a direção, passando pelas médias gerências, até a base da pirâmide organizacional. É famosa a perseguição, ocorrida no final dos anos 70, em que o então presidente da Ford Motor Company, Henry Ford II, neto do fundador da Ford e presidente do conselho, contra o então presidente executivo da empresa, o lendário Lee Iacocca, que depois se tornou também presidente da Chrysler, salvando esta empresa da falência.
Em sua autobiografia, Iacocca relata um processo de anos de perseguição sofrida por ele, executado por Henry Ford II, que culminou num processo de investigação que consumiu centenas de milhares de dólares, desgastes para a companhia e culminou com a demissão de Lee Iacocca e em seguida com a aposentadoria do próprio Henry Ford II, cujo processo de investigação pelas acusações apontadas não resultou em nenhuma prova concreta. Segundo Iacocca, os desacertos emocionais de Henry Ford II o faziam perseguir pessoas dentro da organização de forma impiedosa até demiti-las sumariamente.
Recentemente, outro escândalo que teve repercussões internacionais foi a briga entre Carly Fiorina, ex-mulher mais poderosa do mundo dos negócios e ex-presidente da Hewlett-Packard (HP), bilionária empresa de tecnologia, e dois ex-membros do conselho de administração, Jay Keyworth e Tom Perkins, que foi parar nas páginas do Wall Street Journal. Esta matéria foi publicada na revista Exame (edição 879, outubro de 2006).
A ex-presidente da HP, publicou uma biografia explosiva, denunciando as perseguições sofridas por parte dos ex-diretores da empresa, onde revela os processos de intrigas que envenenaram a elite de uma grande corporação. Existe inclusive um processo na justiça americana com 14 acusações que vão desde grampeamento ilegal de telefones a espionagem de e-mails.
O desdobramento destes tipos de comportamentos inadequados é o assédio moral, que pode resultar em processo indenizatório contra a empresa, desmotivação e baixa produtividade. Muitas destas intrigas resultam em humilhações, exposição do trabalhador a condições degradantes, comprometimento da saúde, demissão forçada e desemprego.
As características apontadas a seguir são encontradas, em maior ou menor grau, em todas as pessoas, todavia, existem aquelas que apresentam estes comportamentos num nível exacerbado, o que caracteriza grave distorção. São as conseqüências destes excessos que serão tratadas no presente texto.
A seguir, vamos descrever os principais tipos, as características para identificá-los e sugerir algumas soluções para lidar com eles.
Tipo 1 – O insatisfeito
Comportamento encontrado em ambos os sexos, sendo mais freqüente nas mulheres. São pessoas que costumam reclamar excessivamente, gostam de apontar falhas nos outros e culpam a todos, chefes e colegas de trabalho, pelas falhas, nunca admitindo seus próprios erros.
Sob uma falsa postura submissa, na verdade, são pessoas autoritárias e têm problemas de aceitar hierarquia e autoridade, fazendo muitas intrigas. São muito emocionais, choram com facilidade e têm tendência a fazer “tempestade” em copo d’água.
Estão sempre se passando por vítimas. Apresentam dificuldade de relacionamento interpessoal por serem excessivamente críticas. Apesar de serem extrovertidas, não trabalham bem em equipe.
Características mais marcantes:
reclamam excessivamente;
provocam intrigas;
são críticas;
são emotivas;
têm dificuldade de relacionamento;
falam excessivamente.
Tipo 2 – O controlador
Este comportamento é mais freqüente em homens. Normalmente são pessoas excessivamente organizadas, presas a detalhes e perfeccionistas. Nas empresas, são profissionais eficientes, porém, não eficazes, pois gastam esforço e tempo realizando com “perfeição” tarefas que nem precisariam estar sendo realizadas.
Têm dificuldade de relacionamento, de liderança e de trabalho em equipe. Não delegam tarefas e exigem perfeição de todos. Geralmente são introspectivos e muitas vezes depressivos.
Características marcantes:
excesso de organização;
perfeccionistas;
dificuldade de delegar;
introspectivos.
Tipo 3 – O manipulador
Este comportamento tanto é encontrado em homens quanto nas mulheres. São pessoas normalmente inteligentes, sedutoras e comunicativas. Utilizam estas habilidades para envolver as pessoas e atingir seus objetivos pessoais, valendo qualquer coisa para realizar seus propósitos.
Estes profissionais costumam ser vistos com “bons olhos” pelas organizações, pois passam a idéia de serem competentes. Costumam conquistar posição de chefia, uma vez que são líderes carismáticos e articulados.
São um dos tipos mais perigosos para as organizações, em razão de terem grande poder de persuasão e influência. São egoístas e seus objetivos nem sempre estão de acordo com os da organização, neste caso, não têm o menor constrangimento em prejudicar a empresa e seus colegas de trabalho, se isto servir a seus interesses.
Características marcantes:
sedutores;
habilidosos com as pessoas;
destemido;
frios e calculistas;
egoístas.
Tipo 4 – O paranóico
Comportamento comum tanto em homens como em mulheres. São pessoas com manias de perseguição, megalomaníacas e provocam intrigas e confusão. Têm dificuldades sociais e de relacionamento. Suas histórias normalmente são bem construídas e elaboradas, por isto as pessoas desavisadas acreditam facilmente em suas invenções.
Estas pessoas têm grande disposição para gerar conflitos, por isto seu comportamento normalmente cria desunião e desmotivação nos setores em que trabalham. Acreditam de fato que todos os perseguem, conseqüentemente, é praticamente impossível manter a harmonia com estas pessoas.
Características marcantes:
mania de perseguição;
megalomania;
provocam intrigas e confusão;
grande disposição para conflitos;
criam histórias bem construídas que levam todos a acreditar que são verdadeiras.
Tipo 5 – O instável
Tanto homens quanto mulheres são passíveis de apresentar este comportamento. São pessoas que mudam de maneira freqüente e radical seus estados de espíritos. Oscilam entre a euforia e a depressão sem motivo aparente ou relevante. Suas instabilidades geram desconforto para todos que convivem com este profissional na organização.
Apresentam produtividade variável, em função do estado psicológico em que se encontram. Têm dificuldades de relacionamentos estáveis.
Características marcantes:
mudança de humor freqüente;
tendência a depressão;
dificuldade de relacionamentos estáveis.
Tipo 5 – O excêntrico
Características que incidem tanto em homens quanto nas mulheres. São pessoas com comportamento estranho, anti-social, demonstrando atitudes esquisitas e são introspectivos. Costumam imaginar coisas.
Dentro das organizações elas têm dificuldade de socialização e adaptação, e por isto não trabalham bem em equipe, nem têm condições de assumir responsabilidade de chefia. Seu comportamento excêntrico e, às vezes, até bizarro, acaba por torná-las pessoas diferentes das demais, isolando-as mais ainda.
Características marcantes:
pessoas excêntricas;
comportamentos estranhos;
anti-social;
dificuldade de adaptação;
introspectivos.
Como as organizações podem lidar com estes profissionais
É preciso que os responsáveis pelo setor de Recursos Humanos das organizações compreendam que dificilmente poderão mudar estas pessoas, portanto, é necessário identificar estes profissionais problemáticos e fazer uma avaliação do nível de desajuste em seus comportamentos.
Deve-se pensar na possibilidade de manter estes profissionais dentro das empresas, entretanto, apenas se o nível de comprometimento for aceitável, e, mesmo assim, é preciso atenção, acompanhamento e até tratamento se necessário.
É preciso ter consciência que todos estes funcionários são extremamente trabalhosos para as organizações, e uma das conseqüências destes comportamentos é a ocorrência constante de conflitos e intrigas. A empresa não pode fazer “vista grossa” para esta situação, pelo contrário, deve administrar estes conflitos. Assim, evitará perder produtividade e talentos, pois muitos profissionais competentes não conseguirão conviver com eles, e buscarão sair da organização em função dos conflitos e intrigas causados pelos funcionários problemas.
Portanto, sugerimos que todas as empresas pensem neste problema como um assunto estratégico a ser resolvido. É possível buscar diversos tipos de soluções, seja adequando estas pessoas às funções mais compatíveis com seus comportamentos, seja sugerindo encaminhamento para um possível tratamento, seja desligando estas pessoas da corporação. A única atitude que não é passível de aceitação é a manutenção destes profissionais dentro das organizações, criando conflitos e prejudicando aos colegas de trabalho e à empresa como um todo.
Ari Lima
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LIÇÕES DO MCDONALD'S NA GESTÃO DE CARREIRA
Lições da McDonald’s na Gestão de Carreira
No ano de 1954, Ray Kroc, um anônimo vendedor de máquinas de milk shakes, entra numa lanchonete em San Bernardino, Califórnia, EUA, para entregar aos irmãos McDonald’s, Dick e Mac, duas destas máquinas, e o mundo dos negócios nunca mais seria o mesmo. Ali começa uma revolução na maneira de fazer negócios, que se espalharia por todos os continentes nas próximas décadas, criando uma indústria bilionária.
Para melhor compreensão, é necessário entender o contexto em que se deu este encontro. Ray Kroc, aos 52 anos, estava vivendo uma péssima fase em seu negócio de vendas de Multimixers, e ansiava por encontrar novas oportunidades de negócios. Conheceu, então, os irmãos McDonald’s e percebeu que eles haviam criado uma lanchonete “diferente”, que fazia enorme sucesso naquela localidade pela qualidade dos serviços, dos hambúrgueres e na rapidez com que atendiam seus fregueses.
Ray Kroc logo entendeu que aquele modelo poderia ser expandido com sucesso para outras localidades, e convenceu os irmãos McDonald’s a lhe vender o direito de comercializar a marca e as idéias daquele protótipo de lanchonete.
Assim, podemos extrair a primeira lição de sua trajetória de sucesso:
Lição número 1: esteja atento às oportunidades de negócios.
As dificuldades de Ray Kroc eram enormes, pois ele estava praticamente falido, e somente uma grande dose de motivação poderia manter seu entusiasmo para levar avante o projeto de desenvolver a franquia daquele novo tipo de lanchonete.
Lição número 2: capacidade de auto-motivação é uma competência essencial para o sucesso.
Como ele não tinha recursos para investir numa cadeia de lanchonetes, teve de utilizar o sistema de franquia, que nunca fora tentado antes neste tipo de comércio varejista, portanto, foi uma inovação da parte de Ray Kroc utilizar esta forma de expansão para os negócios da McDonald’s.
Lição número 3: criatividade e inovação são competências essenciais para gestão de um negócio de sucesso.
John F. Love, autor do livro “McDonald’s A verdadeira história do sucesso”, (Editora Bertrand, 1987), nos apresenta um profundo relato da trajetória desta corporação bilionária desde sua fundação pelas mãos do lendário Ray Kroc, até a data da publicação do livro, quando a companhia já contava com 9.300 restaurantes em 42 países, e tinha servido até aquele ano 55 bilhões de hambúrgueres. A McDonald’s é a maior compradora de carne bovina dos EUA, e a maior proprietária mundial de imóveis comerciais. Certamente, hoje estes números são mais impressionantes ainda.
Ao entrevistar diretores da empresa que conviveram com Ray Kroc desde os primeiros tempos, John Love aponta algumas características do estilo deste empreendedor que nunca concluiu os estudos, abandonando-os no ensino secundário.
Segundo Fred Turner, à época presidente da companhia, Ray Kroc tinha algumas características bastante acentuadas, que foram determinantes para o sucesso da empresa como um todo. Ele tinha uma enorme fé e sonhava com o sucesso da empresa a longo prazo, chegando a aconselhar aos colaboradores: “concentrem-se em fazer um bom trabalho e não em ganhar dinheiro, pois, se trabalharem duro e gostarem de seu trabalho, os problemas de dinheiro se resolverão por si”.
Lição número 4: ter objetivos e acreditar em um sonho.
Outra característica apontada no fundador da McDonald’s era sua enorme capacidade de se comunicar. Tinha grande carisma, e quando fazia apresentações para grupos de franqueados, clientes ou funcionários deixava todos entusiasmados com o futuro da empresa.
Lição número 5: desenvolva uma comunicação eficaz.
Por mais estranho que possa parecer, Ray Kroc só começou a receber salário da companhia após sete anos de sua fundação, neste meio tempo vivia precariamente das vendas de máquinas de milk shakes. No entanto, era um homem bem humorado e passava sempre um ar de felicidade segundo seus colaboradores.
Lição número 6: conserve o bom humor para manter você e sua equipe motivados.
“Se uma corporação tem dois executivos que pensam da mesma maneira, um deles e desnecessário”. Foi com esta afirmação que Ray Kroc respondeu a uma pergunta feita por um assistente, durante uma apresentação, sobre a tolerância às divergências de opiniões na empresa. Uma grande competência que ele tinha era a capacidade de obter o melhor desempenho possível das pessoas, bem como fazê-las trabalhar em equipe.
Lição número 7: obtenha o melhor das pessoas e trabalhe em equipe.
Uma das maiores dificuldades encontradas na McDonald’s, nos primeiros tempos, foi conseguir que os novos franqueados mantivessem o mesmo padrão de qualidade que a lanchonete protótipo, criada para servir de modelo. Haviam muitos franqueados que não respeitavam as normas e apresentavam padrão de qualidade inferior. A persistência de Ray Kroc em perseguir aquele padrão de qualidade foi essencial para o sucesso e tornou-se a marca registrada da empresa.
Lição número 8: seja persistente em seus propósitos, mantenha-se firme mesmo diante de adversidades, que no fim serão vencidas.
Um traço marcante na personalidade de Ray Kroc era sua flexibilidade como ser humano. Conseguia trabalhar com pessoas diferentes, personalidades diferentes, “humores” diferentes. Mantinha seu otimismo diante das dificuldades. Convivia com profissionais cuja personalidade e maneira de ser eram incompatíveis com as suas, no entanto, sabia suportar estas diferenças, muitas vezes encontrando formas inusitadas de desabafar, para conseguir manter homens e mulheres competentes em sua organização.
Lição número 9: seja uma pessoa flexível, para poder conviver com os opostos em uma organização.
Finalmente, gostaria de destacar o otimismo e a capacidade de defender suas idéias com emoção deste empreendedor, que conseguia com isto conquistar uma legião de seguidores. Ray Kroc tornou-se um líder carismático por colocar paixão no seu trabalho.
Lição número 10: desenvolva seu trabalho com otimismo, emoção e paixão, que assim obterá êxito.
O objetivo deste texto não foi contar a história da McDonald’s, cuja fama dispensa apresentações em todo o mundo, nem resgatar o nome de seu fundador, Ray Kroc, como um modelo de executivo a ser seguido por profissionais que buscam o sucesso. Nosso objetivo foi extrair lições para a gestão de carreira da trajetória fantástica deste homem, que aos 52 anos de idade, em que muitos já estão pensando na aposentadoria, iniciou uma verdadeira epopéia no mundo dos negócios e transformou uma idéia brilhante em um negócio bilionário.
Ari Lima
Visite o blog http://marketingpessoalbrasil.blogspot.com/
No ano de 1954, Ray Kroc, um anônimo vendedor de máquinas de milk shakes, entra numa lanchonete em San Bernardino, Califórnia, EUA, para entregar aos irmãos McDonald’s, Dick e Mac, duas destas máquinas, e o mundo dos negócios nunca mais seria o mesmo. Ali começa uma revolução na maneira de fazer negócios, que se espalharia por todos os continentes nas próximas décadas, criando uma indústria bilionária.
Para melhor compreensão, é necessário entender o contexto em que se deu este encontro. Ray Kroc, aos 52 anos, estava vivendo uma péssima fase em seu negócio de vendas de Multimixers, e ansiava por encontrar novas oportunidades de negócios. Conheceu, então, os irmãos McDonald’s e percebeu que eles haviam criado uma lanchonete “diferente”, que fazia enorme sucesso naquela localidade pela qualidade dos serviços, dos hambúrgueres e na rapidez com que atendiam seus fregueses.
Ray Kroc logo entendeu que aquele modelo poderia ser expandido com sucesso para outras localidades, e convenceu os irmãos McDonald’s a lhe vender o direito de comercializar a marca e as idéias daquele protótipo de lanchonete.
Assim, podemos extrair a primeira lição de sua trajetória de sucesso:
Lição número 1: esteja atento às oportunidades de negócios.
As dificuldades de Ray Kroc eram enormes, pois ele estava praticamente falido, e somente uma grande dose de motivação poderia manter seu entusiasmo para levar avante o projeto de desenvolver a franquia daquele novo tipo de lanchonete.
Lição número 2: capacidade de auto-motivação é uma competência essencial para o sucesso.
Como ele não tinha recursos para investir numa cadeia de lanchonetes, teve de utilizar o sistema de franquia, que nunca fora tentado antes neste tipo de comércio varejista, portanto, foi uma inovação da parte de Ray Kroc utilizar esta forma de expansão para os negócios da McDonald’s.
Lição número 3: criatividade e inovação são competências essenciais para gestão de um negócio de sucesso.
John F. Love, autor do livro “McDonald’s A verdadeira história do sucesso”, (Editora Bertrand, 1987), nos apresenta um profundo relato da trajetória desta corporação bilionária desde sua fundação pelas mãos do lendário Ray Kroc, até a data da publicação do livro, quando a companhia já contava com 9.300 restaurantes em 42 países, e tinha servido até aquele ano 55 bilhões de hambúrgueres. A McDonald’s é a maior compradora de carne bovina dos EUA, e a maior proprietária mundial de imóveis comerciais. Certamente, hoje estes números são mais impressionantes ainda.
Ao entrevistar diretores da empresa que conviveram com Ray Kroc desde os primeiros tempos, John Love aponta algumas características do estilo deste empreendedor que nunca concluiu os estudos, abandonando-os no ensino secundário.
Segundo Fred Turner, à época presidente da companhia, Ray Kroc tinha algumas características bastante acentuadas, que foram determinantes para o sucesso da empresa como um todo. Ele tinha uma enorme fé e sonhava com o sucesso da empresa a longo prazo, chegando a aconselhar aos colaboradores: “concentrem-se em fazer um bom trabalho e não em ganhar dinheiro, pois, se trabalharem duro e gostarem de seu trabalho, os problemas de dinheiro se resolverão por si”.
Lição número 4: ter objetivos e acreditar em um sonho.
Outra característica apontada no fundador da McDonald’s era sua enorme capacidade de se comunicar. Tinha grande carisma, e quando fazia apresentações para grupos de franqueados, clientes ou funcionários deixava todos entusiasmados com o futuro da empresa.
Lição número 5: desenvolva uma comunicação eficaz.
Por mais estranho que possa parecer, Ray Kroc só começou a receber salário da companhia após sete anos de sua fundação, neste meio tempo vivia precariamente das vendas de máquinas de milk shakes. No entanto, era um homem bem humorado e passava sempre um ar de felicidade segundo seus colaboradores.
Lição número 6: conserve o bom humor para manter você e sua equipe motivados.
“Se uma corporação tem dois executivos que pensam da mesma maneira, um deles e desnecessário”. Foi com esta afirmação que Ray Kroc respondeu a uma pergunta feita por um assistente, durante uma apresentação, sobre a tolerância às divergências de opiniões na empresa. Uma grande competência que ele tinha era a capacidade de obter o melhor desempenho possível das pessoas, bem como fazê-las trabalhar em equipe.
Lição número 7: obtenha o melhor das pessoas e trabalhe em equipe.
Uma das maiores dificuldades encontradas na McDonald’s, nos primeiros tempos, foi conseguir que os novos franqueados mantivessem o mesmo padrão de qualidade que a lanchonete protótipo, criada para servir de modelo. Haviam muitos franqueados que não respeitavam as normas e apresentavam padrão de qualidade inferior. A persistência de Ray Kroc em perseguir aquele padrão de qualidade foi essencial para o sucesso e tornou-se a marca registrada da empresa.
Lição número 8: seja persistente em seus propósitos, mantenha-se firme mesmo diante de adversidades, que no fim serão vencidas.
Um traço marcante na personalidade de Ray Kroc era sua flexibilidade como ser humano. Conseguia trabalhar com pessoas diferentes, personalidades diferentes, “humores” diferentes. Mantinha seu otimismo diante das dificuldades. Convivia com profissionais cuja personalidade e maneira de ser eram incompatíveis com as suas, no entanto, sabia suportar estas diferenças, muitas vezes encontrando formas inusitadas de desabafar, para conseguir manter homens e mulheres competentes em sua organização.
Lição número 9: seja uma pessoa flexível, para poder conviver com os opostos em uma organização.
Finalmente, gostaria de destacar o otimismo e a capacidade de defender suas idéias com emoção deste empreendedor, que conseguia com isto conquistar uma legião de seguidores. Ray Kroc tornou-se um líder carismático por colocar paixão no seu trabalho.
Lição número 10: desenvolva seu trabalho com otimismo, emoção e paixão, que assim obterá êxito.
O objetivo deste texto não foi contar a história da McDonald’s, cuja fama dispensa apresentações em todo o mundo, nem resgatar o nome de seu fundador, Ray Kroc, como um modelo de executivo a ser seguido por profissionais que buscam o sucesso. Nosso objetivo foi extrair lições para a gestão de carreira da trajetória fantástica deste homem, que aos 52 anos de idade, em que muitos já estão pensando na aposentadoria, iniciou uma verdadeira epopéia no mundo dos negócios e transformou uma idéia brilhante em um negócio bilionário.
Ari Lima
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A INTLIGÊNCIA SOCIAL NA ADVOCACIA
A “Inteligência Social” na Advocacia
Justamente por militar em uma atividade com importante função social e que, na maioria das especialidades, lida diretamente com o público e suas necessidades fundamentais, é essencial que o advogado amplie seu entendimento do ser humano. É preciso melhorar a percepção que tem da linguagem não verbal das pessoas, entender seu comportamento e desenvolver a capacidade de comunicação e relacionamento interpessoal, ou seja, sua Inteligência Social.
O conceito de “Inteligência Social” foi desenvolvido originalmente pelo psicólogo americano, Daniel Goleman, autor dos livros “Inteligência Emocional”, (Editora Campus/Elsevier, 1995) e “Inteligência Social”, publicado pela mesma editora em 2006. O autor defende o desenvolvimento desta competência, que ele chama de Inteligência Social, como um meio de realização pessoal e crescimento profissional, pois ela possibilita que se estabeleça um ambiente profissional e relações sociais mais saudáveis.
No contexto da advocacia, a Inteligência Social torna-se essencial sob três aspectos principais. Em primeiro lugar o advogado precisa relacionar-se de maneira adequada com seus clientes, como forma de manter um bom relacionamento com estes, e também ampliar as possibilidades de seu “marketing jurídico”.
Em segundo lugar, manter um relacionamento profissional adequado com integrantes da instituição judiciária, como juízes, promotores e pessoal administrativo, visando facilitar de maneira relevante o desenvolvimento de seu trabalho.
O que se percebe é que o advogado, pela própria imposição da profissão, envolve-se em tantas disputas que acaba assimilando uma certa “personalidade combativa”, que lhe dificulta o relacionamento com aqueles que poderiam ajudá-lo no desenvolvimento de suas tarefas extra disputa judicial.
Apesar de ser “delicada” minha afirmação sobre este assunto, é preciso encarar o fato de que a “imagem” do advogado geralmente não é algo que seja motivo de elogios com relação ao trato com as pessoas.
Finalmente, é importante ressaltar a importância de um bom relacionamento do advogado com a parte contrária. Ele não precisa ser necessariamente agressivo e desrespeitoso, pelo contrário, pode manter-se profissional e ético, apesar dos interesses diversos. Muitas vezes um bom relacionamento com o adversário, numa causa, pode facilitar a realização de um acordo que dificilmente ocorreria num contexto de disputa calorosa.
Até que ponto que existe uma certa “cultura” comportamental, no meio jurídico, que privilegia muito mais os aspectos técnicos das demandas judiciais, e que torna o ambiente fértil para disputas cada vez mais acirradas, dificultando as mediações, os acordos e os entendimentos?
A Inteligência Social pode ser desenvolvida através da observação e valorização de aspectos importantes no comportamento do profissional e na busca para desenvolver habilidades como:
· comunicação interpessoal;
· relações humanas;
· trabalho em equipe;
· liderança;
· motivação;
· empatia, entre outras.
O próprio advogado seria o primeiro beneficiado, do ponto de vista emocional, com o desenvolvimento destas habilidades, pois elas ajudarão a melhorar sua satisfação pessoal em sua prática profissional, uma vez que, um ambiente harmônico e com relacionamentos equilibrados ajudam a manter o profissional motivado para o trabalho.
Acreditamos que o advogado que desenvolver sua Inteligência Social, no trato com seus clientes, nas relações com integrantes da instituição judiciária e também no relacionamento com as partes contrárias de suas demandas jurídicas terá um diferencial competitivo importante, pois conseguirá obter melhor cooperação para o desenvolvimento de seu trabalho por parte de todos os envolvidos no seu contexto profissional.
Ari Lima
Visite nosso blog
http://marketing-juridico.blogspot.com/
Justamente por militar em uma atividade com importante função social e que, na maioria das especialidades, lida diretamente com o público e suas necessidades fundamentais, é essencial que o advogado amplie seu entendimento do ser humano. É preciso melhorar a percepção que tem da linguagem não verbal das pessoas, entender seu comportamento e desenvolver a capacidade de comunicação e relacionamento interpessoal, ou seja, sua Inteligência Social.
O conceito de “Inteligência Social” foi desenvolvido originalmente pelo psicólogo americano, Daniel Goleman, autor dos livros “Inteligência Emocional”, (Editora Campus/Elsevier, 1995) e “Inteligência Social”, publicado pela mesma editora em 2006. O autor defende o desenvolvimento desta competência, que ele chama de Inteligência Social, como um meio de realização pessoal e crescimento profissional, pois ela possibilita que se estabeleça um ambiente profissional e relações sociais mais saudáveis.
No contexto da advocacia, a Inteligência Social torna-se essencial sob três aspectos principais. Em primeiro lugar o advogado precisa relacionar-se de maneira adequada com seus clientes, como forma de manter um bom relacionamento com estes, e também ampliar as possibilidades de seu “marketing jurídico”.
Em segundo lugar, manter um relacionamento profissional adequado com integrantes da instituição judiciária, como juízes, promotores e pessoal administrativo, visando facilitar de maneira relevante o desenvolvimento de seu trabalho.
O que se percebe é que o advogado, pela própria imposição da profissão, envolve-se em tantas disputas que acaba assimilando uma certa “personalidade combativa”, que lhe dificulta o relacionamento com aqueles que poderiam ajudá-lo no desenvolvimento de suas tarefas extra disputa judicial.
Apesar de ser “delicada” minha afirmação sobre este assunto, é preciso encarar o fato de que a “imagem” do advogado geralmente não é algo que seja motivo de elogios com relação ao trato com as pessoas.
Finalmente, é importante ressaltar a importância de um bom relacionamento do advogado com a parte contrária. Ele não precisa ser necessariamente agressivo e desrespeitoso, pelo contrário, pode manter-se profissional e ético, apesar dos interesses diversos. Muitas vezes um bom relacionamento com o adversário, numa causa, pode facilitar a realização de um acordo que dificilmente ocorreria num contexto de disputa calorosa.
Até que ponto que existe uma certa “cultura” comportamental, no meio jurídico, que privilegia muito mais os aspectos técnicos das demandas judiciais, e que torna o ambiente fértil para disputas cada vez mais acirradas, dificultando as mediações, os acordos e os entendimentos?
A Inteligência Social pode ser desenvolvida através da observação e valorização de aspectos importantes no comportamento do profissional e na busca para desenvolver habilidades como:
· comunicação interpessoal;
· relações humanas;
· trabalho em equipe;
· liderança;
· motivação;
· empatia, entre outras.
O próprio advogado seria o primeiro beneficiado, do ponto de vista emocional, com o desenvolvimento destas habilidades, pois elas ajudarão a melhorar sua satisfação pessoal em sua prática profissional, uma vez que, um ambiente harmônico e com relacionamentos equilibrados ajudam a manter o profissional motivado para o trabalho.
Acreditamos que o advogado que desenvolver sua Inteligência Social, no trato com seus clientes, nas relações com integrantes da instituição judiciária e também no relacionamento com as partes contrárias de suas demandas jurídicas terá um diferencial competitivo importante, pois conseguirá obter melhor cooperação para o desenvolvimento de seu trabalho por parte de todos os envolvidos no seu contexto profissional.
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